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Ao
contrário do que muita gente pensa, os veículos
flexíveis não têm como identificar
diretamente qual o combustível usado no momento. A
sonda lambda ou sensor de oxigênio,
item já presente nos modelos a injeção há vários anos, assume nesse
caso a função adicional de identificar o combustível, o que é feito de
modo indireto. Após a combustão da mistura ar-combustível, o sensor
verifica a quantidade de oxigênio presente nos gases de escapamento,
da mesma forma que em um carro não flexível.
A partir dessa informação, a central eletrônica de injeção e ignição
compara o valor enviado pelo sensor com os parâmetros de sua
programação, que é adequada para tal finalidade. Isso permite "saber"
se o tanque contém gasolina, álcool ou ambos e em que proporção
aproximada, de forma que a central possa trabalhar com o mapeamento
mais adequado.
É por essa característica de funcionamento que se faz uma recomendação
quanto ao abastecimento de um carro flexível. Se o usuário for trocar
de combustível e o nível do tanque estiver baixo, sugere-se rodar no
mínimo cerca de 10 quilômetros após o abastecimento antes de fazer uma
longa parada do veículo. Sem esse cuidado, o motor poderá ser
desligado ainda com o combustível antigo (presente na tubulação de
alimentação) e, na próxima partida a frio, terá de usar o novo
conteúdo do tanque, sem que a sonda lambda tenha tido tempo de
informar essa condição à central eletrônica. O resultado poderá ser
grande dificuldade de ligar o motor.
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