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1) O melhor é desligar
assim que possível, para fazer cessar a principal fonte de calor, que
é a combustão, e esperar esfriar. Mas a premissa merece correção, pois
nenhum carro forçado ferve, por mais que seja, se o sistema de
arrefecimento estiver em ordem.
2) A temperatura tende a baixar em freio-motor com ou sem o sistema de
corte de alimentação em desaceleração (cut-off). Mesmo sem o
corte de combustível, a quantidade deste é desprezível para essa
condição. A temperatura da água só não baixa muito porque a perda de
temperatura é lenta e gradual, além de seu fluxo para o radiador ser
interrompido pela válvula termostática quando a água chega a
determinada temperatura, entre 70 e 80º Celsius.
Ao deixar de trocar calor com o ar, a água se conserva aquecida, no
bloco e cabeçote, por mais tempo. Não fosse a válvula, o motor ficaria
"gelado", pouco acima de temperatura ambiente, numa descida de cerca
de 20 quilômetros sem acelerar nenhuma vez (o que é, de qualquer modo,
improvável). O atrito do motor contribui para o aquecimento, mas a
compressão do ar pura e simplesmente é mais significativa. Essa é a
razão de os compressores de ar dos postos e oficinas esquentarem.
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