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Ao
usar um veículo com tração integral (4x4), é importante saber se o
sistema possui ou não diferencial central (ou dispositivo com a
mesma função). Esse diferencial permite ao eixo dianteiro e ao
traseiro girar em rotações diferentes, como acontece durante uma
curva. Se não houver o dispositivo ou ele estiver bloqueado pelo
comando do motorista, haverá elevado atrito, arrasto dos pneus e
possibilidade de danos à transmissão ao fazer curva em piso de boa
aderência como asfalto.
A
tração 4x4 temporária do Chevrolet Tracker e a de todos os picapes
4x4 vendidos no Brasil são exemplos de sistemas sem diferencial
central. Nesse caso, a tração suplementar (no caso dianteira),
esteja em modo normal ou em reduzida, deve ser usada apenas em piso
de baixa aderência, como terra e lama, de modo que os pneus possam
se arrastar um pouco nas curvas. Ainda assim, caso seja necessária
uma manobra com grande esterçamento de direção, como um retorno,
deve-se desligar a tração 4x4 antes da operação. O modo 4x4 com
reduzida requer o mesmo cuidado e mais um: a redução deve ser
acionada e desativada apenas com o veículo parado.
Em sistemas de tração permanente
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Toyota Hilux SW4 atual, RAV4 e Jeep Grand Cherokee são exemplos
— ou mesmo em
alguns 4x4 temporários — como o Pajero Full da Mitsubishi —, a
existência de diferencial central elimina essa preocupação, sendo
possível manter as quatro rodas tracionando em todas as condições de
uso. Em alguns modelos não há diferencial central, mas a tração
conta com outro dispositivo para que os eixos dianteiro e traseiro
possam girar em velocidades diferentes. É o caso da embreagem do
sistema Haldex, usado por marcas como Volkswagen/Audi, Volvo e Ford
(na foto o do Ford Taurus X).
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