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FABIANO PEREIRA,
Colaborador
Carro Pequeno - Classe 1:
Renault Logan
Com essas opções, não dá pra negar o valor do espaço interno e
do porta-malas do Logan, por mais que pareça que ele foi prensado
entre duas jamantas para ter laterais tão retas.
Carro Pequeno - Classe 2: Fiat Punto
Primeiro porque ele é novidade num segmento já bastante cansado
— e uma novidade que meus olhos não cansam de se encher cada vez que
vêem um passar. Depois porque o projeto moderno é exceção no
mercado. E a oferta de equipamentos de segurança merece destaque
também.
Hatch Médio: BMW Série 1
É aquela coisa de Golf com temperamento bávaro. Monovolumes como
o Classe A são interessantes e práticos, mas não se comparam em
beleza e desempenho a um hatch do porte desse pequeno grande BMW.
Sedã Médio: Citroën C4 Pallas
Ele tem tamanho de carros do segmento logo acima e, apesar de um
estilo um tanto questionável — até por ser um Citroën de três
volumes —, é um carro muito confortável, bem equipado e que oferece
mais pelo valor pago, em termos de criatividade, sofisticação e
status nos detalhes.
Sedã Médio de Luxo: BMW Série 3
O Série 3 dispensa justificativas. É uma escolha previsível, mas
difícil de decepcionar. Ele continua sendo a referência do setor em
qualquer mercado do mundo. Faz a concorrência se guiar pelo seu
padrão de comportamento e acabamento, mas sempre se mantém à frente
desta.
Sedã Grande: Peugeot 407
É uma questão de gosto. Quem pode ter um destes pode ter outro
carro mais arisco ou mais utilitário, por exemplo. E pode se dar ao
luxo de escolher um sedã mais pelos traços marcantes (para os amigos
diria apaixonante) que pela personalidade ao volante. Esta, por
sinal, fica pouco atrás de um ou outro concorrente deste grupo.
Sedã Grande de Luxo: Toyota Camry
O atual queridinho da América é tão mais do que poderia ser,
seja na tecnologia, no desempenho ou no estilo, que rouba a cena lá
e cá. É claro que os Mercedes e o Série 5 têm predicados mais
chamativos em termos de luxo, desempenho e status, mas ele foi feito
para ser um carro de família de classe média — papel que cumpre sob
chuva de aplausos na América. E é o carro que talvez represente
melhor a ascensão da Toyota à liderança mundial do mercado.
Sedã de Alto Luxo: Audi A8
O portentoso Audi de alumínio tem tecnologia, brios e beleza de
sobra para justificar a escolha. Esse é um time de estrelas e todos
contam com talentos múltiplos para encantar seus donos. Na existe
escolha errada, existe a escolha da vez.
Utilitário Esporte: Mitsubishi Pajero TR4
Pequeno para caber em vagas estreitas, pronto para enfrentar
qualquer terreno, esperto sem precisar de consumir uma piscina
olímpica de combustível e ainda por cima flexível? Não faltam bons
argumentos para escolher o TR4.
Utilitário Esporte de Luxo:
Nissan Murano
Menos jipe do que crossover,
continua uma das mais interessantes opções do segmento. Sem a
tradição de um Land Rover ou Mitsubishi na terra, ele acaba sendo um
dos melhores e mais bonitos utilitários para circular na cidade e
viajar pelo campo.
Utilitário Esporte de Alto Luxo: Audi Q7
Luxo, vigor, eletrônica, estilo e porte para levar a família
para passear no asfalto e chegar à fazenda com muito conforto: são
os motivos que fazem do Q7 uma opção ainda superior ao já aclamado
Touareg.
Picape Pequeno: Chevrolet Montana
Como o segmento prossegue sem novidades (o Chana destoa da
proposta dos demais modelos), mantenho minha escolha dos últimos
anos. |

Picape Médio/Grande: Mitsubishi L200
Tendo a confiar mais em um veículo fora-de-estrada testado e
aprovado em eventos esportivos em que a resistência é o fator de
mais destaque. Também ajuda o fato de o L200 ser, ao lado do Hilux,
o modelo que mais me atrai visualmente.
Minivan Compacta: Chevrolet Zafira
O porquê é o mesmo da escolha do Montana, associado ao fato de
nenhum concorrente dispor do mesmo espaço interno da Zafira. O
espaço para sete continua sem desafiantes entre os modelos
nacionais.
Minivan Média/Grande:
Mercedes-Benz Classe R
Com as poucas opções disponíveis nesse segmento no Brasil, fico
com a Mercedes por ser mais perua que minivan e, portanto, oferecer
uma dirigibilidade mais próxima à de um carro de passeio, ainda que
com uma disposição mais arejada para seis passageiros, a exemplo de
um monovolume.
Carro Esporte: Mitsubishi Eclipse
Uma boa notícia dentro da Mitsubishi em 2007 foi o retorno desse esportivo,
querido desde os primeiros tempos de abertura de importação do
governo Collor. Belo e bravo sem exageros, mas sempre competente
para não sair da nossa cabeça.
Carro Esporte de Luxo: Jaguar XK
Fica aquém do que poderia ser, ainda que entregue muito, porque ele
é herdeiro de um poderoso legado histórico. O que mais se aproxima
dele em termos de relevância e carisma é o Corvette. Agora é torcer
para a Jaguar cair em boas mãos, que cuidem desse belo esportivo com
todo o carinho para que ele não perca sua fleuma.
Carro Fora de Linha - Décadas de
1950 e 1960: Romi-Isetta
Um carro urbano com soluções criativas e de forte apelo
emocional, que surpreenderia ainda hoje e que inaugurou nossa
indústria. O Romi-Isetta é presença inquestionável e inesquecível na
história do carro nacional.
Carro Fora de Linha - Década de
1970: Alfa Romeo 2300
Todo aquele luxo, conforto e aquele temperamento de Alfa Romeo
faziam dele um dos mais admirados modelos nacionais. Não chegou
perto da popularidade do Opala ou dos Dodge V8, mas trilhou um
caminho todo seu que deixou saudades, assim como a matriz em relação
aos seus anos de ouro.
Carro Fora de Linha - Década de
1980: Chevrolet Monza
Nunca antes ou depois um carro médio, moderno e bem equipado
ocupou o posto de líder de mercado como o Monza de 1984 a 1986.
Saudades da prosperidade que o Monza sugeria, mas não se sustentou
por muito tempo.
Carro Fora de Linha - Décadas de
1990 e 2000: Fiat Tempra
Ele representou uma virada para a Fiat, seu primeiro carro
médio, nos moldes do Monza. Era um projeto moderno, oferecia um bom
padrão de equipamento e desempenho. O Marea nem de longe conseguiu
manter o mesmo nível de admiração do Tempra. Tomara que o Linea
consiga.
O Carro dos Meus Sonhos:
Tesla Roadster
Oferece esportividade comparável à dos melhores modelos à combustão
— exceto, é claro, pelo universo dos supercarros —, tem ótima
autonomia e ainda expele nada de poluição ao rodar. Não é uma
delícia a sensação de poder pisar fundo pela estrada sem qualquer
peso na consciência ecológica? Sonhos podem mesmo virar realidade.
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