FABRÍCIO SAMAHÁ,
Editor

Carro Pequeno - Classe 1: Ford Ka
Reconheço que é o que menos atende às necessidades de espaço e conforto de uma família, mas para uso pessoal, com até duas pessoas, compensa essa desvantagem com prazer de dirigir.

Carro Pequeno - Classe 2: Fiat Punto
Trouxe um sopro de modernidade, pois o segmento andava sem lançamentos havia anos. Agrada muito nas linhas e ao volante, com destaque para o acerto de suspensão. Mal posso esperar por uma versão Abarth com o futuro motor de 1,85 litro e 16 válvulas.

Hatch Médio: Ford Focus
A classe é ampla e conta com modelos bem mais caros, mas pensar em custo-benefício traz o Focus de imediato à mente. Projeto primoroso, motores e suspensão dos melhores da classe, espaço e conforto a um preço imbatível.

Sedã Médio: Volkswagen Jetta
A briga entre ele, o Civic e o Pallas é boa. Vou de Jetta por oferecer mais que o Honda em desempenho e equipamentos, associado a uma sensação de solidez que talvez falte ao Citroën. Lamento que a VW não tenha feito aqui esse sedã e o Golf de que ele deriva.

Sedã Médio de Luxo: BMW Série 3
O novo Mercedes é um rival respeitável, mas ainda não há nada melhor que o "3" na categoria quando o objetivo é associar conforto a esportividade. O som do seis-em-linha, a tração traseira e o projeto com clara intenção de dar prazer ao motorista fazem dele a opção dos entusiastas.

Sedã Grande: Volkswagen Passat
Sem deixar de lado o excelente custo-benefício do Fusion, vou de Passat pela excelência de projeto e execução. Bom desempenho até com o motor básico de 150 cv, notável suspensão e espaço interno muito generoso.

Sedã Grande de Luxo: Chevrolet Omega
A menos que se perca o foco em custo-benefício, este é o carro. A terceira geração em termos de mercado brasileiro reúne conforto, desempenho, comportamento e segurança ao nível de modelos do mesmo porte que custam muito mais.

Sedã de Alto Luxo:
Mercedes-Benz Classe S
Classe e requinte são primordiais nesta categoria e, com esses atributos, o Classe S é o melhor a meu ver. Mostra onde chegou o fabricante em mais de 120 anos de história — e onde a concorrência deve ir.

Utilitário Esporte: Toyota Hilux SW4
Os japoneses fizeram um belo trabalho na atual geração, que ganhou muito em estética, desempenho e conforto sem perder a robustez e a aptidão fora-de-estrada.

Utilitário Esporte de Luxo:
Volkswagen Touareg
Com tudo o que oferece ao preço que tem na versão de entrada, é uma fortíssima opção. Chega a não haver sentido em passar à categoria superior, pois o Touareg oferece tudo o que um bom utilitário esporte deve ter.

Utilitário Esporte de Alto Luxo: BMW X5
Gosto de eleger carros que dirigi, o que nesta classe vale apenas para Q7 e X5. O BMW tem atributos semelhantes aos do Audi e um tempero mais esportivo que, mesmo em um utilitário, é bem-vindo para quem faz do dirigir um prazer.

Picape pequeno: Fiat Strada
O segmento precisa de renovação. Enquanto ela não vem, o modelo da Fiat supera o da GM pela oferta de cabines simples e estendida, cada uma adequada a um tipo de uso, em vez de uma só versão.

Picape Médio/Grande: Toyota Hilux
Os concorrentes são os disponíveis em outubro — portanto, nada de L200 Triton ou novo Frontier.

Com isso, o Hilux permanece insuperável em modernidade de projeto e no jeito de andar próximo ao de um automóvel, além de ter ótimo desempenho com o motor de 163 cv.

Minivan Compacta: Fiat Idea
Com a ressalva de que temos duas subcategorias aqui (de um lado Meriva/Idea/Scénic, de outro Zafira/Picasso), voto este ano na Idea pela atualidade de projeto, boa execução e o interessante resultado da versão Adventure em conforto de rodagem e estabilidade.

Minivan Média/Grande:
Chrysler Grand Caravan
A Mercedes sem dúvida oferece mais, mas a comparação de conteúdo e preço deixa a Chrysler bastante interessante.

Carro Esporte: Porsche Boxster/Cayman
Em especial o Boxster, por aliar motor central de ótimo desempenho, linhas muito atraentes e a grife de alto prestígio a um preço competitivo. O aspecto mais sério do SLK e sua ênfase ao conforto me agradam, mas a Mercedes cobra demais por ele.

Carro Esporte de Luxo: Porsche 911
O mito de quase 45 anos fala alto na hora da escolha. O 911 ainda tem a vantagem de ser um carro esporte usável no dia-a-dia e de dispor de muitas versões de motor, carroceria e até tração.

Carro Fora de Linha - Décadas
de 1950 e 1960: Ford Galaxie e LTD
Há vários modelos que merecem menção, mas o grande da Ford foi um símbolo de conforto por muito tempo e, em 1967, trouxe-nos um projeto ainda atual naquele que mais tarde chamaríamos de Primeiro Mundo. É pena que o desempenho não agradasse com o motor inicial de 4,5 litros.

Carro Fora de Linha - Década de
1970: Volkswagen Passat
Apenas um ano depois da Europa, ganhávamos em 1974 um médio moderno e eficiente, que mudou todos os conceitos na marca e se estabeleceu como referência no mercado. Ao sair de linha, 14 anos depois, ainda era competitivo na categoria.

Carro Fora de Linha - Década de
1980: Chevrolet Monza
Embora não tivesse a esportividade que aprecio em um carro, compensava com muitos atributos, da modernidade de concepção ao conforto e à qualidade mecânica. Marcou os anos 80 como nenhum outro carro. Uma pena ter perdido tanto em estilo na década seguinte.

Carro Fora de Linha - Décadas
de 1990 e 2000: Chevrolet Vectra
Não escondo minha reverência ao Omega, mas desta vez quero prestigiar outra grande criação da GM. A segunda geração (1996-2005) foi um carro inovador em tecnologia e primoroso sob a maioria dos aspectos. E era tão bonito que brilharia mesmo sem nenhuma outra qualidade.

O Carro dos Meus Sonhos:
Mercedes-Benz CLS
Não qualquer CLS, mas o 63 AMG, com o espetacular motor V8 de 6,2 litros e 514 cv. Além de um quatro-portas tão belo quanto um cupê, é um Mercedes tão rápido quanto um carro esporte — ou um carro esporte tão confortável, sólido e confiável quanto um Mercedes.

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