THIAGO MARIZ,
Colaborador

Carro Pequeno - Classe 1:
Renault Logan
Um automóvel concebido para ser barato. Uma boa notícia para um mercado como o brasileiro. Pode não ser (e não é) a última tendência em estilo, mas chega com uma relação custo-benefício invejada por muitos pequenos. Espaço de sobra em um carro honesto, que pretende deixar os executivos concorrentes de cabelos em pé.

Carro Pequeno - Classe 2: Fiat Punto
A Fiat saiu na frente e trouxe um pequeno moderníssimo que, de quebra, traz linhas inspiradas nos Maseratis — revolução de estilo e produto na empresa. Com certeza um lançamento de peso da marca ítalo-mineira que deve apressar a chegada de outro concorrente esperado, o Corsa.

Hatch Médio: Ford Focus
Sem dúvida um dos melhores custo-benefícios do segmento. O Focus chegou com um desenho marcante e acabamento que fazia jus à Ford dos anos 80. É certo que ele perdeu um pouco do brilho de outrora e já foi até substituído na Europa, mas é ainda um carro difícil de cansar os olhos.

Sedã Médio: Honda Civic
Em meio ao marasmo das marcas instaladas no Brasil, ponto para a Honda. Trouxe ao país um carro médio que não deve em quase nada ao que é fabricado lá fora. Desenho marcante, desempenho acima da média. O preço é alto, mas isso não parece ser o problema tendo em vista as filas e o ágio para quem o quer na garagem.

Sedã Médio de Luxo: Audi A4
Sonho de consumo eterno. Quem não se lembra do primeiro A4, um sedã luxuoso que ainda trazia desempenho digno de deixar muito esportivo para trás? Pois o A4 evoluiu, melhorou em vários aspectos e continua sendo um sonho para muitos motoristas. É a técnica alemã que não me deixa mentir.

Sedã Grande: Ford Fusion
A Ford deve ter se surpreendido com o sucesso do Fusion no Brasil. Ou não? Um dos carros mais belos do segmento, chega com espaço de sobra e preço bastante competitivo para enfrentar os concorrentes. Resta saber se os que se encantaram com ele não vão ficar abandonados pela marca a exemplo do Mondeo e Taurus.

Sedã Grande de Luxo: Chevrolet Omega
O Omega, para mim, sempre será um caso à parte. E o modelo renovado pelos australianos tem tudo para fazer jus ao nome dos nacionais. Linhas sinuosas e de personalidade, interior requintado, mecânica moderna e eficiente a um preço competitivo.

Sedã de Alto Luxo: Audi A8
Praticamente o último grau a ser galgado por quem procura simplesmente o que há de melhor em todos os sentidos. É certo que seus concorrentes têm muitas qualidades, mas o A8 mantém o melhor compromisso em desenho, conforto e desempenho. Não choca quanto o Série 7, mas é capaz de fazer torcer pescoços por onde passar.

Utilitário Esporte: Ford EcoSport
Resumiu, em um segmento antes inexistente nas fábricas brasileiras, um conceito com apelo fora-de-estrada, linhas limpas e modernas, preço abaixo do de seus concorrentes importados e a capacidade de se impor no trânsito esburacado de nossas cidades. Com certeza um marco.

Utilitário Esporte de Luxo:
Jeep Grand Cherokee
Já faz um certo tempo que o grandalhão Grand Cherokee figura nas ruas do Brasil. Fez e faz sucesso com seu tamanho, seu conforto e, claro, sua versão equipada com um bom V8 com som inconfundível. Mesmo com tantos concorrentes de peso, com perdão do trocadilho, o Cherokee ainda é um brutamontes desejado.

Utilitário Esporte de Alto Luxo: Audi Q7
Traz o DNA da Audi em todos os detalhes e, como não poderia deixar de ser, um toque de esportividade no desenho e desempenho de fazer corar alguns esportivos natos. Melhor ainda é que sete pessoas podem desfrutar de todo o luxo desse belo carro.

Picape Pequeno: Chevrolet Montana
Entre suas concorrentes a Montana, mesmo com mínimas mudanças desde o lançamento, continua atual. Melhor agora com o motor 1,4-litro — uma demora sem explicação — e preços mais competitivos para quem preza estilo mesmo na hora de pegar pesado.

Picape Médio/Grande: Toyota Hilux
Um segmento esquecido no relento até que o Toyota apareceu com sua cara robusta e jeitão de carro de passeio. Realmente os picapes de hoje já não são como antes. Trazem a tração integral com reduzida, suspensão robusta, mas cada vez mais tratam bem seus ocupantes. Bom para quem viaja neles, bom para o mercado que se vê obrigado a se mexer urgentemente.

Minivan Compacta: Fiat Idea
Uma briga boa no segmento de minivans compactas. Picasso, Scénic e Zafira estão desatualizadas de seus pares europeus. Já a Idea é moderna e atraente, além de oferecer um pacote aventureiro que já é sucesso em toda a linha Fiat e que responde pela maioria das vendas.

Minivan Média/Grande:
Chrysler Grand Caravan

É certo que ela briga com a Renault Espace pelo título de primeira minivan do mundo. Mas isso pouco importa, pois ela traz até hoje em si o sinônimo de carro para a família bem ao gosto americano: espaço de sobra e a teoria do mínimo esforço.

Carro Esporte: Volvo C70
Um cupê à moda antiga que me fez lembrar as linhas do belo Calibra. Caída suave do teto, porta-malas saliente, ombros marcantes na cintura e lanternas chamativas, além do conforto e segurança já conhecidos da linha Volvo. Destaque ainda ao teto rígido que, rebatido, o transforma em um belo conversível.

Carro Esporte de Luxo: Jaguar XK
O belo gato negro britânico criou um cupê maravilhoso aos sentidos. Aos olhos, linhas clássicas e elegantes; ao tato, os revestimentos mais do que agradáveis; aos ouvidos, o som de um potente V8. Receita capaz de agradar muitos.

Carro Fora de Linha - Décadas de
1950 e 1960: Ford Galaxie e LTD

Simplesmente o que havia de mais exuberante. O primeiro carro da Ford a sair de uma fábrica brasileira marcou época com conforto e várias primazias. Não é à toa que serviu a muitas autoridades do governo.

Carro Fora de Linha - Década de
1970: Ford Galaxie, LTD e Landau
Agora é a vez do Landau. Para quem gosta do estilo "banheirão" é um prato cheio. Carros de superlativos, os modelos topo-de-linha da Ford eram gigantes, possuíam conforto de sobra em seus bancos que mais lembravam uma sala de estar, além de um motor que rugia gostoso quando era solicitado. Dirigir um desses, equipado com câmbio automático, é um prazer que todos os que gostam de automóvel deveriam experimentar.

Carro Fora de Linha - Década de
1980: Chevrolet Monza

O que dizer de um sedã médio que, de 1984 a 1986, vendeu mais que o irmão Chevette e o eterno Fusca? Pois o Monza reunia o que havia de melhor na indústria nacional ao seu tempo. Trouxe conforto, com as quatro portas com travas e vidros elétricos, e ainda status para a classe média da época. Fazia bonito no luxo da versão Classic e no desempenho com a SR 2,0.

Carro Fora de Linha - Décadas de
1990 e 2000: Chevrolet Omega
Um dos melhores e mais cobiçados veículos nacionais teve morte prematura. O Omega reunia status, tecnologia, conforto para cinco ocupantes, segurança para os passageiros, suspensão independente e tração traseira, segurança para pedestres com suas linhas limpas e sem vincos perigosos. Um carro pensado nos mínimos detalhes que saiu de cena cedo demais. Vá entender...

O Carro dos Meus Sonhos:
Mercedes-Benz SLR McLaren

Em 2004 meu voto foi para ele. Neste ano reitero meu sonho mais insano possível com a versão conversível deste belo carro, de linhas elegantes e que impõem respeito. Imaginem a técnica, o esmero e a atenção que tiveram com um carro desse nível, desde as pranchetas até o último polimento na revendedora? Sem comentários...

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