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Volvo 262, cupê sem estilo
Certamente visando ao mercado americano, a marca sueca encomendou ao italiano Bertone a árdua tarefa de desenhar uma versão cupê da retilínea série 200. O resultado foi sofrível -- sobretudo tendo em vista o charme do antigo P1800. A foto diz tudo. O motor V6, compartilhado com modelos Renault e Peugeot, propiciava desempenho pouco melhor que o dos sedãs da linha. A Volvo o manteve em produção até 1981 e repetiu o erro com o 480, uma versão cupê do sedã 440 que não agradou a ninguém. Redimindo-se dos pecados, a marca apresentou um belíssimo trabalho no recente C70. |
Lançado nos EUA em 1934, foi uma inovação em engenharia e o primeiro carro a aplicar na prática teorias de aerodinâmica obtidas em testes em túnel de vento. A cabine era mais avançada e baixa que a dos modelos da época, propiciando grande estabilidade; a ampla largura interna permitia acomodar três passageiros mesmo na frente; o pára-brisa da versão Imperial foi o primeiro em curva e feito numa só peça em toda a indústria; a construção era monobloco em aço, enquanto a maioria dos carros utilizava chapas de aço sobre estruturas de madeira. |
![]() O consumidor americano parece não
ter concordado em avançar tanto e tão rápido no tempo.
Além disso, seu estilo não conseguia a classe e
harmonia de outros automóveis do mesmo preço. A grade
dianteira "art deco" foi substituída em 1935
por uma mais conservadora e menos aerodinâmica, mas as
vendas não reagiram. Em 1937 o Airflow saía de linha.
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SP2 e Variant II: motor fraco e suspensão ruim
A Volkswagen foi, nos anos 70, recordista em tirar modelos de produção, devido à estratégia agressiva da matriz alemã que impunha um lançamento a cada seis meses. Exemplo clássico de erro foi o esportivo SP-2: arrojado nas linhas mas contido no desempenho, com motor de 1,7 litro derivado do 1,6 do Fusca, ganhou o apelido de "sem potência" e não vendeu 10 mil unidades. Uma outra versão, SP-1, com motor 1,6 ainda mais fraco, sequer chegou a ganhar as ruas. O fracasso quase se repetiu anos depois com o Gol, lançado com um anêmico motor 1,3 refrigerado a ar, mas salvo a tempo com a troca pelo 1,6. |
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| Dessa política foram
vítimas, além do SP-2, o Karmann-Ghia TC (1971-1975) e
o VW 1.600 de quatro portas, mais conhecido por "Zé
do caixão" (1969-1971), que só obteve êxito entre
os taxistas. O modelo mais bem-sucedido da linha, a perua
Variant, foi substituído em 1977 pela Variant II, ou
"Variantão", outro caso de erro de projeto.
Sua estabilidade era medíocre -- apesar da teoricamente
eficiente suspensão dianteira McPherson e traseira com
eixo arrastado -- e, segundo um gerente de serviços da
época, com 20 mil km já não se conseguia alinhar a
direção. Com preço similar ao de uma Belina II, durou
apenas três anos. |
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