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Detentora de parte das ações da Mazda, a Ford criou um cupê derivado do MX6 japonês, que lançou em 1988 nos EUA e seis anos depois vendeu também na Europa. O motor básico era um 2-litros, mas havia opção pelo Mazda V6. Ávidos por muscle-cars, "carros musculosos", os americanos não receberam bem esse Ford ajaponesado. O porta-malas era amplo, mas não o espaço traseiro, e as peças mais caras que as do MX6. Cedeu espaço ao Mercury Cougar, baseado no Mondeo.

Volvo 262, cupê sem estilo

Volvo 262 Coupé

Certamente visando ao mercado americano, a marca sueca encomendou ao italiano Bertone a árdua tarefa de desenhar uma versão cupê da retilínea série 200. O resultado foi sofrível -- sobretudo tendo em vista o charme do antigo P1800. A foto diz tudo. O motor V6, compartilhado com modelos Renault e Peugeot, propiciava desempenho pouco melhor que o dos sedãs da linha. A Volvo o manteve em produção até 1981 e repetiu o erro com o 480, uma versão cupê do sedã 440 que não agradou a ninguém. Redimindo-se dos pecados, a marca apresentou um belíssimo trabalho no recente C70.


Chrysler Airflow: moderno demais

Airflow '34

Lançado nos EUA em 1934, foi uma inovação em engenharia e o primeiro carro a aplicar na prática teorias de aerodinâmica obtidas em testes em túnel de vento. A cabine era mais avançada e baixa que a dos modelos da época, propiciando grande estabilidade; a ampla largura interna permitia acomodar três passageiros mesmo na frente; o pára-brisa da versão Imperial foi o primeiro em curva e feito numa só peça em toda a indústria; a construção era monobloco em aço, enquanto a maioria dos carros utilizava chapas de aço sobre estruturas de madeira.


Airflow

O consumidor americano parece não ter concordado em avançar tanto e tão rápido no tempo. Além disso, seu estilo não conseguia a classe e harmonia de outros automóveis do mesmo preço. A grade dianteira "art deco" foi substituída em 1935 por uma mais conservadora e menos aerodinâmica, mas as vendas não reagiram. Em 1937 o Airflow saía de linha.

Airflow '34

SP2 e Variant II: motor fraco e suspensão ruim

SP2

A Volkswagen foi, nos anos 70, recordista em tirar modelos de produção, devido à estratégia agressiva da matriz alemã que impunha um lançamento a cada seis meses. Exemplo clássico de erro foi o esportivo SP-2: arrojado nas linhas mas contido no desempenho, com motor de 1,7 litro derivado do 1,6 do Fusca, ganhou o apelido de "sem potência" e não vendeu 10 mil unidades. Uma outra versão, SP-1, com motor 1,6 ainda mais fraco, sequer chegou a ganhar as ruas. O fracasso quase se repetiu anos depois com o Gol, lançado com um anêmico motor 1,3 refrigerado a ar, mas salvo a tempo com a troca pelo 1,6.

O tempo de projeto pode ser crucial em alguns casos. Quando lançou o Alfa 6, em 1979, a marca italiana inspirou-se nas linhas do Alfetta de sete anos antes. Não vendeu mais que 6.372 unidades.
 
A Fiat não teve êxito com o 132, cujo estilo devia personalidade ao mais antigo 125. Problemas de comportamento, com um eixo traseiro de pouca estabilidade, concorreram para o fim precoce.
Dessa política foram vítimas, além do SP-2, o Karmann-Ghia TC (1971-1975) e o VW 1.600 de quatro portas, mais conhecido por "Zé do caixão" (1969-1971), que só obteve êxito entre os taxistas. O modelo mais bem-sucedido da linha, a perua Variant, foi substituído em 1977 pela Variant II, ou "Variantão", outro caso de erro de projeto. Sua estabilidade era medíocre -- apesar da teoricamente eficiente suspensão dianteira McPherson e traseira com eixo arrastado -- e, segundo um gerente de serviços da época, com 20 mil km já não se conseguia alinhar a direção. Com preço similar ao de uma Belina II, durou apenas três anos.

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