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Panhard: barra destinada a promover a locação transversal de
um eixo de automóvel quando as molas são do tipo helicoidal. A barra
Panhard une o eixo ao chassi. Com molas tipo flexão (lâmina única
ou em feixe), são elas próprias que se encarregam da locação
transversal.
Paralelogramos de Watt: sistema de localização transversal de
eixo traseiro, composto de duas barras transversais e um balancim no
meio do eixo, ao qual as duas barras são ligadas a partir da cada lado
do chassi ou do monobloco. Sua vantagem sobre a barra Panhard (leia
acima) é não haver deslocamento lateral da carroceria em relação ao
eixo em momento algum do funcionamento da suspensão traseira.
Pilha a combustível: ou fuel cell em inglês, é uma pilha que funciona com um combustível, que tem de
ser reposto — no caso, o hidrogênio pronto ou obtido por um
“reformador” que usa gasolina, gás natural ou metanol para produzir o
hidrogênio. Este, num processo de reação química com o oxigênio do ar,
gera a corrente elétrica, deixando como resíduo apenas vapor d’água e
calor. Cada pilha gera 0,6 volt, precisando-se juntar tantas quantas
necessárias numa “chaminé” para obter a voltagem desejada. Essa
corrente é que fará funcionar o motor elétrico do veículo.
Policarbonato: plástico
de alta resistência utilizado nas lentes de faróis. Além
do menor peso que nas lentes de vidro, não causa ferimentos
em caso de atropelamento e, no caso de não ser usada
superfície
complexa, facilita a confecção das estrias na face interna. O primeiro modelo brasileiro
com essas lentes foi o picape S10, em 1995.
Potência e torque
brutos e líquidos: os valores brutos são obtidos em método de medição em que o
motor fica dispensado de movimentar os sistemas de apoio,
como alternador e bomba d'água, e é medido sem
silenciadores que causem restrições no sistema de
escapamento. Como esses sistemas consomem potência para
funcionar, sua retirada na medição resulta em valores bem mais altos. Mas o motor não pode trabalhar
sem seus sistemas de apoio, nem o carro circular por ruas
sem silenciador, o que levou a uma normatização a
respeito. Os fabricantes passaram então a ter de
divulgar potência e torque líquidos, ou seja, obtidos com
o motor movimentando todos os componentes. Não existe proporção direta
entre os valores líquidos e brutos, mas é comum que estes sejam
cerca de 30% mais altos que aqueles.
Potência
específica: fator expresso em cv/l (cavalos por
litro) e obtido com a divisão da potência máxima pela
cilindrada. Expressa o desenvolvimento do motor em termos
de esportividade: quanto mais alta a potência específica,
mais alto tende a ser o regime em que se observa o torque
máximo, o que se reflete em menor força em baixas rotações.
Pré-ignição:
muitas
vezes confundida com a detonação, é a combustão espontânea da
mistura ar-combustível antes do aparecimento da centelha
na vela, daí não apresentar como sintoma o ruído metálico
conhecido como "grilo". Leva a aumento de
temperatura e pressão na câmara de combustão e queda
no rendimento, podendo furar pistões, derreter velas ou
fundir o motor. O sintoma é a brusca elevação da
temperatura do motor estando todo o sistema de refrigeração
em ordem.
Pressurizado: tipo de amortecedor que possui, além do óleo, um
gás em seu interior. A vantagem é evitar a formação de bolhas de ar
(chamada cavitação), comum em situações de solicitação contínua, que
leva à perda de eficiência do amortecedor. Entre os carros nacionais
surgiu no Escort 1987, mas até hoje não equipa muitos modelos.
Pretensionador: dispositivo aplicado aos cintos de segurança de
muitos carros atuais, em geral equipados com bolsas infláveis. Sua
função é eliminar a folga entre o cinto e o corpo do ocupante no momento
da colisão, puxando o ponto de ancoragem inferior interno por meio de
uma mola (sistema mecânico) ou o disparo de pequena carga explosiva
(sistema pirotécnico). Como essa ação pode ser excessiva em impactos
mais severos, alguns veículos tem ainda um limitador de força, que
alivia progressivamente a pressão ao permitir que o ponto de ancoragem
ceda ligeiramente.
Profundidade de montagem: ou off-set, medida das rodas que
determina sua posição em relação à superfície de montagem e, por
extensão, a todo o veículo. Medida em milímetros, representa a dimensão
entre a linha de centro da roda (a exata metade de sua largura) e a
superfície de montagem (cubo da roda). Quanto maior a medida, mais "para
dentro" fica a roda. Ao substituir as rodas, é importante respeitar a
profundidade original de fábrica, ou sua tolerância prevista pelo
fabricante, para evitar esforço excessivo aos rolamentos e desajuste da
geometria de suspensão e direção (como o raio de rolagem).
Punta-tacco: ponta e salto (do sapato) em italiano, é um
recurso utilizado para elevar a rotação do motor nas reduções de
marcha, por meio de uma breve acelerada, antes de soltar o pedal de
embreagem. Para essa acelerada enquanto se está freando, a ponta é
colocada no pedal de freio e o salto (na verdade o lado direito do
sapato) no acelerador. Assim, conseguem-se movimentar três pedais com
dois pés. A técnica é muito útil também ao arrancar numa subida,
dispensando o uso do freio de estacionamento.
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