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Poucos são os defeitos
apontados — espaço acanhado no banco traseiro e visibilidade posterior
do Kadett, acabamento ruidoso e pobre e consumo urbano elevado. “Alguns
materiais no acabamento do GL deixam a desejar, como o plástico injetado
dos forros das portas. Os bancos de Corsa degradam um pouco a categoria
a que pertence, apesar de não se poder exigir demais de um GL. O espaço
nos bancos traseiros não é dos melhores”, reclama o brasiliense Daniel
Sousa Isaias Pereira, que possui um Kadett GL 1,8 1996.
“Altíssimo consumo, 6,8 km/l na cidade. O computador de bordo não
funciona corretamente (já foi regulado e não adiantou), o marcador de
combustível do painel digital não é preciso, a reserva do meu GSi anda
150 km! O painel de plástico é muito ruim, pois nos buracos parece que
vai desmontar, muitos ruídos", alerta Marco Aurélio Vieira, de Criciúma,
SC, e proprietário de um GSi 1994.
Raphael Matheus Gadelha de Oliveira, de São Paulo e dono de um Kadett
GLS 1,8 1994, reforça as opiniões acima: “O consumo não é dos melhores
para um carro do tamanho dele, porém isso é compensado pelo desempenho.
O acesso ao banco traseiro é muito difícil principalmente para idosos e
mulheres com saias”.
Apesar dos senões, o grau de satisfação medido no Teste do Leitor
é um dos mais altos já vistos: 88% dos participantes muito satisfeitos,
11,5% parcialmente satisfeitos e 0,5% insatisfeito. O seguro de um
Kadett GLS 1998 (cotado a R$ 11.778 pela tabela da Fipe), conduzido por
um pai de família de 40 anos, nível universitário, garagem fechada em
casa e no trabalho, pela região metropolitana de São Paulo, custa em
média R$ 1.000, com franquia de mesmo valor.
Na hora da compra, prefira os modelos com injeção, desde 1992, mas evite
os últimos modelos (de 1996 em diante) se você preza um bom acabamento.
Para a família, a Ipanema cinco-portas é a melhor opção. Equipamentos
como ar-condicionado e direção hidráulica não são muito comuns no
Kadett, mas podem ser encontrados nas versões de topo.
Como se trata de
um carro descontinuado há mais de cinco anos, a quilometragem elevada
impera. A checagem por um mecânico e um funileiro de confiança separará
o “trigo do joio”, em especial no esportivo GSi. |


Os retoques na frente e na
traseira em 1996
conferiram ar atualizado, mas o acabamento
perdeu qualidade nos últimos anos



O saudoso GSi: painel digital, bancos
esportivos e estética diferenciada para a
versão que, com 2,0 litros, chegava a 121 cv
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