|
As principais reclamações ficam por conta da baixa altura livre do solo,
preço de algumas peças, falta de alguns equipamentos e ruídos internos.
"O asfalto brasileiro não favorece este carro, pois ele tem espírito
esportivo. O acabamento interno é médio, acho que para um carro caro
como esse itens como ar-condicionado digital e computador de bordo ficam
devendo", reclama Erik Schoen, morador do Rio de Janeiro, RJ, onde
utiliza um VTi 1997.
"Barulhos no painel em pisos irregulares. Como já li aqui, vi que é um
problema crônico. Originalmente o carro é baixo, resolvi isso colocando
as rodas 15. Ele fica mais bonito e não raspa de maneira alguma",
aconselha Ubiratã Oliveira, de São Paulo, SP, que possui um DX 1995.
"Motor meio fraco, atrapalhando um pouco em ultrapassagens e ficando
muito barulhento quando exigido; visibilidade traseira não é das
melhores; e por ser importado, algumas peças são caras e demoram alguns
dias para chegar (mas todas se encontram sem problemas)", finaliza
Suzano de Oliveira Pires, que roda pelo Rio de Janeiro, RJ, a bordo de
um LX 1992.
O grau de satisfação medido no Teste do Leitor é bom, com 86% dos
proprietários muito satisfeitos, 9% parcialmente satisfeitos e 5%
insatisfeitos. Por ser um modelo antigo e importado, as companhias de
seguro consultadas não aceitaram fazer apólice para o modelo, o que pode
constituir problema para o interessado.
No mercado, o Civic mais comum e bem-aceito é o sedã. Dê preferência à
versão EX, mais potente e equipada. O hatch e o cupê vão muito bem para
quem aprecia um visual — e, no caso do VTi, o desempenho — mais
esportivo, assim como o CRX, mas podem ser mais difíceis de vender.
Todos devem passar por uma análise apurada antes de concretizado o
negócio, pois têm no mínimo oito anos de uso e, na maioria das vezes,
quilometragem avançada. |



Em 1996 toda a linha era
reformulada, ganhando amplos faróis; a versão cupê tem presença rara por
aqui
|