Apresentação



O novo caçula da Jaguar

O S-Type traz de volta o estilo do belo MkII e retorna a

um segmento pouco explorado pela marca britânica

 


Texto: Henrique Mendonça

Edição: Fabrício Samahá



A Jaguar apresentou em outubro, no salão de Birmingham, Inglaterra, seu mais novo carro. Não apenas mais um lançamento, mas um retorno da marca a um segmento há muito inexplorado: o dos médios-grandes de luxo, como o BMW série 5, Mercedes Classe E e Audi A6, com os quais o novo S-Type vai concorrer.

Linhas clássicas e detalhes modernos se unem para criar um estilo muito elegante


Medindo 4,86 metros de comprimento e 1,82 metro de largura, o S-Type utiliza um entreeixos maior que o do cupê XK8. Desenhado pelos estilistas de Coventry, seu estilo retrô lembra muito um dos carros mais bonitos fabricados pela Jaguar, o MkII dos anos 50 e 60. A começar pelos dois pares de faróis redondos, separados por uma grade oval, e terminando nas elegantes linhas das janelas traseiras. Detalhes cromados completam a elegância, enquanto as saídas de escapamento e as rodas dão um leve toque de esportividade. O banco traseiro bipartido, pela primeira vez usado num Jaguar, mostra a preocupação com a versatilidade.

Interior emprega couro e madeira e traz, pela primeira vez na marca, banco traseiro bipartido


No interior, predominam madeira, couro (opcional na versão básica) e ergonomia bem-estudada. O console é oval como a grade e incorpora, opcionalmente, sistema de navegação, além do característico curso da alavanca de câmbio automático em "J". Também é disponível um sistema que, ao estacionar, avisa da presença de obstáculos, além de suspensão ativa computadorizada, controle de estabilidade e limpadores de pára-brisa de acionamento automático. Os bancos parecem poltronas e o volante, composto por couro e madeira, reúne diversos comandos. Há computador de bordo, sistema antifurto completo, sistema de áudio acionado pela voz, telefone e climatizador (com comando separado para os dois lados do habitáculo).

Grade ovalada e quatro faróis redondos remetem aos Jaguars dos anos 50 e 60


Motores e plataforma (DEW98) do S-Type são compartilhados com o Lincoln LS, lançado há meses nos EUA. A mesma plataforma será usada ainda pelo futuro Ford Thunderbird. Os dois motores disponíveis no lançamento, em março de 1999, são um V6 de 3 litros e um V8 de 4 litros, ambos de alumínio, como adiantamos na seção Últimas Novidades. O V6, baseado no Duratec que equipa o Ford Taurus, tem 238 cv graças ao uso de coletor de admissão e comando de válvulas variáveis. Leva-o a 234 km/h e alcança os 100 km/h em 7,5 segundos. Já o V8 de origem Jaguar desenvolve 276 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e atinge 240 km/h. O V6 será disponível com câmbio manual e automático, e o V8 só com o automático. Mais à frente é esperada a produção de uma versão turbodiesel de cinco cilindros com injeção direta.

No painel de linhas arrojadas, sistema de navegação, sensor de distância
para estacionar e até som acionado pela voz


Não falta otimismo da Jaguar quanto ao S-Type: depois de gastar US$ 680 milhões no desenvolvimento, a marca britânica conta em quadruplicar suas vendas em quatro anos. Já em 1999 mais da metade das vendas da Jaguar serão do novo caçula. O preço? Cerca de US$ 48 mil na Inglaterra, metade do que se pede por um Jaguar XJ8.

O S-Type promete impulsionar as vendas da marca, multiplicando-as por quatro até 2002


Em 2001 será introduzido um Jaguar ainda menor, já chamado de Baby Jag, com codinome de projeto X400. Com seu lançamento as vendas da Jaguar devem pular para 200 mil anuais, mas para tanto o preço de seus carros ainda deve diminuir. O X400 deverá custar cerca de US$ 34 mil. O lançamento do S-Type e os planos para o Baby Jag mostram que a Jaguar está migrando para outros segmentos, e quem ganha com isto é o consumidor.



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