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O A3 está defasado

Já faz algum tempo que eu não escrevo ao BCWS (por falta de tempo), mas pelo visto, nem fiz falta: cada dia que passa mais e mais pessoas, apaixonados por carros, descobrem o BCWS e engrossam a legião de fãs do site. Ah! O site começou a apresentar um defeito ultimamente: colocou à nossa disposição vídeos; vamos ficar mais mal-acostumados e cobrar cada vez mais vídeos à nossa disposição.

O motivo maior desta mensagem é concordar com a mensagem postada pelo leitor Flávio Carvalho sobre o A3, que como já foi noticiado e lembrado por Flávio, vai deixar de ser fabricado por aqui DENTRO DE DOIS ANOS. Gozado, quando um modelo começa a perder fôlego no exterior é quando sua vida útil começa a se esgotar, começa a chegar a hora da substituição, aí as montadoras incrementam o seu pacote de equipamentos, melhoram o custo-benefício ou até mesmo apressam a chegada do sucessor, admitindo publicamente que o modelo está encerrando seu ciclo de vida.

No caso da Audi, fazendo exatamente como TODAS as outras montadoras aqui instaladas, ela joga a culpa no "mercado". Se eu bem me lembro, o A3 foi lançado em 1996. Neste período tivemos muitos problemas econômicos, provavelmente a Audi nunca conseguiu vender a quantidade de unidades esperadas, etc., mas dentro do seu segmento, o A3 vende e vende bem. Se tanto ele, quanto o Golf e o Bora (todos "aparentados" pela plataforma) não vendem o esperado (ou desejado, o que é bem diferente), parece muito mais problema de produto do que de mercado. Como explicar o sucesso de vendas do Corolla, que na versão SE-G custa quase o mesmo que um A3 turbo? Idem para o Civic, ou até mesmo mais recentemente o Stilo, que para surpresa da Fiat, tem vendas expressivas do modelo Abarth.

Quando o Golf perdeu o posto de carro mais vendido da Europa para a Peugeot, nada de culpar o mercado: apenas a admissão de que o modelo envelheceu, que os paradigmas para o segmento mudaram e mãos à obra, preparando o novo modelo... Aqui, apesar do Audi compartilhar a mesma fábrica do Golf, diminuindo os custos de produção, apesar do mercado brasileiro absorver, por ano, uma quantidade de modelos A3 praticamente DEZ VEZES MAIOR do que o mercado mexicano (do Golf, compramos CINCO VEZES MAIS que este mercado), parece ser melhor montar o carro lá e importá-lo para o Brasil. Com este tipo de "política", em vez dos argentinos nos chamarem de "macaquitos", deveriam chamar os brasileiros de "burritos", ao entregar de mão beijada esta fábrica e aceitar esta situação quietos.

Se hoje o Golf não vende o esperado, não vai ser a fabricação do modelo no México que vai reverter a situação. Duvido que o custo de produção lá seja menor que o daqui, mesmo com os abusos no preço do aço (que se liberem temporariamente a importação aço), principalmente porque a VW, assim como a MB e outras montadoras em outros países, quando vendem determinados carros, "alemães" no caso, cuidadosamente escondem que os mesmos não são feitos na Alemanha.

Chega de culpar o mercado: no caso específico do Audi (e do Golf), o que está acontecendo é o fim do ciclo de vida destes modelos. Que a marca assuma isto ou apresente uma justificativa plausível pelo fim da fabricação do modelo por aqui, mas culpar especificamente nosso mercado pela diminuição das vendas de seu modelo é injusto, além de ser desonesto. Que se assumam os problemas do país, mostre-se onde falta apoio às montadoras, que garantem inclusive divisas para nossa balança comercial e se ofereçam soluções, mas chega de querer enfiar sempre a culpa goela abaixo do brasileiro...

Eduardo Teixeira Küll
Ribeirão Preto, SP - kull@ribermail.com.br

XLR e CLK, parecidos?

Estou impressionado com a semelhança entre os modelos Cadillac XLR Roadster e Mercedes CLK. Lógico que isso nos leva a pensar que os designers da companhia americana têm uma "boa" inspiração, e cada vez mais os carros estão parecidos, a diversificação dos modelos é muito pequena.

Pedro Pablo
Brasília, DF - matrix_pedropablo@hotmail.com

Motos caras demais

Gostaria de parabenizá-los pelas reportagens e artigos escritos na seção de motos. Porém, deixo aqui me indignação com as fabricantes de motos. É um absurdo pagarmos numa moto o preço equivalente aos melhores carros produzidos aqui no país. Por que essas empresas não investem no país e produzem as motos esporte aqui mesmo? Importar com esse dólar é praticamente impossível. Será que com a Alca, as motos americanas poderão chegar aqui nas baratas?

Marcos Eike Tinen dos Santos
São Luís, MA - mjsanto@elo.com.br

Peruas em falta

Parabéns pela qualidade do site,  estou fora do Brasil há 5 anos, e este me serve de consulta e entretenimento. Sugiro que vocês façam testes em  modelos não disponíveis no Brasil, mas com alguma relação com o território brasileiro, como exemplo a  perua SW do Focus, a perua SW do Bora, e esclareçam os motivos aos quais os fabricantes não disponibilizam estes veículos aos brasileiros.

Waldir da Silva
Mississauga, Canadá - aracelisa@zipmail.com.br

BCWS - Avaliar modelos como os sugeridos é ao mesmo tempo difícil (requer deslocamento para o exterior, pois não existem no Brasil) e não muito útil ao leitor (o ideal é avaliar os veículos que o leitor pode comprar). De qualquer modo, o BCWS já manifestou em mais de uma oportunidade (uma delas em editorial que pode ser lido no arquivo da seção Atualidades) a favor das peruas. Várias marcas têm priorizado o lançamento de monovolumes, deixando o mercado nacional com poucas opções de peruas, sobretudo médias. Por isso é que aplaudimos iniciativas como as da Peugeot (com a 307 SW) e da Toyota (Corolla Fielder). (Fabrício Samahá)

Esportivos em falta

Concordo com a opinião presente no editorial a respeito da reivindicação da produção de esportivos de verdade. Para onde foram os bancos recaro; os spoilers nervosos; os motores arredios (no contexto de sua época)? Se um modelo assim não teria procura, então por que muitos e muitos proprietários personalizam seus carros com esse fim? É fácil dizer que eles "não vendem"... motivo pelo qual carros "medíocres" como a Omega Suprema são tirados de linha.

João Marcos Magaldi
São José dos Campos, SP - jm.magaldi@bol.com.br

O verdadeiro guia de usados

Mais uma vez a excelência do BCWS se revela numa simples comparação com publicações ditas especializadas. A Quatro Rodas tem uma seção denominada Usado do Mês. Acontece que o Guia de Usados, abordado no nosso BCWS, dá um banho no análogo tema daquela revista. A seção contém pouquíssima informação a respeito dos veículos, sem contar os termos que, a meu ver, não condizem com uma publicação dita especializada (termos como "mosca branca", "mico preto" etc.). Por isso parabenizo pela enésima vez, e sem me cansar, o estilo, os colunistas, as reportagens, os artigos, enfim, todos que fazem deste site a VERDADEIRA autoridade em automóvel.

Alexandre Viana
Brasília, DF - xsanderdasher@aol.com

Saudades da CBX

Eu gostaria que a Honda voltasse a produzir o modelo da "sete galo", a CBX 750F e Indy. Eu sou fã dessa série, meu pai tinha uma e sinto saudades dela. Gostaria que a Honda fizesse um novo modelo, mas nuca deixando o toque mágico que ela tinha e suas belas curvas.

Evaldo Pereira Rodrigues Junior
São Vicente, SP - gordobaju@uol.com.br

Saudades do Pointer

Queria fazer um comentário sobre um carro que renovou todos os conceitos sobre hatches: o Pointer! Hoje você vê os novos Astras, Méganes, Bravos, idênticos a esse herói esquecido. Quem não se lembra quando chegou no mercado o Pointer GTi, com ABS, freio a disco nas quatro rodas, todo esportivo, mas com quatro portas? Muito criticado, principalmente pelos amantes dos GTis, pois achavam que as quatro portas e todo o conjunto não poderia receber tal sigla... Mas olhe, veja como ele foi importante, pois trouxe para o mercado um novo conceito sobre automóveis, que é ter um estilo esportivo e ser prático ao mesmo tempo. Eu tenho um Pointer, um CLi, e é um carro que gosto muito, pois tem um estilo muito atual e é delicioso para se dirigir.

Reginaldo Santos
Campinas, SP - re4ca@bol.com.br

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