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Inocêncio e os
motoboys
Li e fiquei estarrecido, na coluna
Autogiro (muito boa por sinal), que o nobre deputado Inocêncio
Oliveira encaminhou um projeto de lei que obrigue as montadoras a
manter um veículo em produção pelo menos 10 anos. Tal anteprojeto
explica a "qualidade" de nosso arcabouço legal, feito por deputados
não muito iluminados dando pitacos em áreas que não entendem patavinas.
Explica-se os furos do CBT, a cascata de impostos na produção, a
burocracia estatal, a passada e talvez futura crise de energia dentre
outras pérolas. Parabéns, deputado, felizmente não sou eleitor de sua
base eleitoral, embora na minha também existam outros Inocêncios.
Andre Decourt de A. Costa
Rio de Janeiro, RJ - pandabp@zipmail.com.br
Alguém deveria explicar ao nosso nobre deputado Inocêncio de Oliveira,
as conseqüências ao mercado de automóveis se seu projeto de lei for
aprovado: simplesmente voltaremos a era das carroças, dirigindo carros
0Km já obsoletos. No lugar de propor leis absurdas e demagogas,
poderia ter proposto uma lei mais prática, que seria obrigar as
fabricas a manter a produção de peças de reposição por 10, 15 ou 20
anos após o carro ter saído de linha, como é feito em muitos países
desenvolvidos.
Rodrigo Tavares
Belo Horizonte, MG - ltd76@ig.com.br
Parabéns pelos seus conceitos. A falta de planejamento urbano, a
idiotice de boa parte dos habitantes, o desmedido crescimento da
capacidade de produção das montadoras, a não compreensão do que é
viver em sociedade, um modelo social injusto e perverso, e muitos
outros etc. explicam boa parte da loucura que representam os milhões
de carros na área metropolitana de São Paulo. Continue com sua luta,
pelo uso racional, mas não deixe de considerar as outras razões que eu
comentei, desde que você comparta essas idéias.
Ramón Vilutis
São Paulo, SP - rvilutis@uol.com.br
Quero parabenizar ao colunista Luís Perez por suas maravilhosas
considerações e dizer que existe um grupo que forma o Instituto de
Mobilidade Sustentável Ruaviva que defende o uso racional do carro, a
melhora da qualidade de vida da população através de conceitos de
reconceituação dos espaços públicos. Quero dizer que a mobilidade
sustentável, que defendemos de maneira bastante consistente,
compartilha suas considerações e ainda vai além. Visite nosso site:
ruaviva@org.br. Parabéns por usar tão bem seu espaço. Contamos com
você.
Rosangela Cutolo
Santo André, SP - rosangelacutolo@uol.com.br
O Luís Perez e o seu Autogiro são um "acessório" que fez o BCWS
ficar ainda mais interessante. Tomara que vire item de série...
Luiz Humberto Monteiro Pereira
Rio de Janeiro, RJ - humberto@autopress.com.br
Meu caro, pode estar certo de que não é preconceito seu, nem meu: o
FATO é que mais (bem mais) que 90% dos motoqueiros são isso mesmo que
se quer dizer deles, quando se usa a palavra "motoqueiro" com sentido
pejorativo. Os que podem se dizer "motociclistas" não passam de uma
minoria. "Motoqueiros" são uma praga mesmo!
Roberto Valentim
Rio de Janeiro, RJ - robertovalentim@infolink.com.br
BCWS - O fato é que não existem
estatísticas a respeito. Comum, pelo que sei, é uma classe inteira
"pagar" pelos maus daquela categoria. Isso ocorre em todas as áreas
(magistrados, jornalistas e... motoboys). (Luís Perez)
Ao receber a resposta por e-mail, o leitor acrescentou:
Sei que há bons e maus em qualquer categoria, e na maioria
delas, se for feita a estatística, ficará comprovado que os bons são
em maior número. Entretanto, no caso dos "motoqueiros", não é preciso
estatística para comprovar o contrário: basta a observação diária para
se concluir (sem medo de estar sendo injusto) que o juízo que se faz
deles não é fruto de lenda, má vontade, ou preconceito. É a pura
realidade. |