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Por que o Polo não vende

Em que pese o fato do Gol ser um excelente carro (não é a toa que ele é líder por muitos e muitos anos), não foi surpresa a informação de que ele continua caindo; seu projeto antigo vem sofrendo uma concorrência implacável de modelos mais modernos. Surpresa é a venda do Polo não decolar. Afinal, ele é um carro quase perfeito que teria quase tudo para dar certo se não fossem as deficiência a seguir apontadas:

1) PREÇO - Por sair de série com equipamentos que são opcionais em outros modelos, seu preço sobe a valores que ultrapassa carros de categoria superior à sua. SOLUÇÃO: a VW deveria fabricar modelos mais simplificados, tanto o hatch como o sedan. Como parâmetro para o "depenamento" basta seguir a receita de sucesso da Chevrolet com seus carros. A combinação de equipamentos deveria ficar a cargo do comprador, de acordo com o seu bolso;

2) RELAÇÃO DE MARCHAS MUITO CURTA - Esse é talvez, o único grande defeito do carro. A maior parte de seus atuais donos tem reclamado muito de seu câmbio. Foi projetado para uso exclusivamente urbano. Em rodovias, ele pede uma 5a. mais longa ou uma 6a. marcha. Se a VW quiser insistir com esse câmbio projetado para uso urbano, ela deveria pelo menos disponibilizar uma opção de câmbio bem mais longo, como tinha a família Gol em 1990: longo e curto (GLS). 

Osvaldo Monteiro
osvaldomon@rapidanet.com.br

BCWS
- Sua opinião coincide com a do BCWS. Apenas cabe lembrar, por precisão, que a VW não oferecia dois câmbios por volta de 1990: apenas o mais longo era usado na linha 1,8 do Gol, com exceção do Voyage com ar-condicionado e do Gol GTS, que usavam o motor AP 1800 S e o câmbio mais curto. A opção de dois câmbios para uma mesma versão existiu, de fato, entre 1983 e 1984, com o 4-marchas reais e o 3+E, este um paliativo da VW até que o 5-marchas estivesse disponível.

A pronúncia dos nomes

Muito legal o texto sobre os problemas de pronúncia de nomes de automóveis no Brasil. Uma coisa interessante também que poderia ter sido falada é a pronúncia de Chevrolet, que tem pronúncia original francesa (mesmo nos EUA, embora lá eles prefiram a forma apocopada "Chevy"), mas que aqui acabou ficando "Chevrolé", com "E" aberto. Problema que afeta outras palavras francesas como "cabaret", "ballet" e "cabriolet". Curiosamente eu sempre falei "Chevrolê", na forma francesa, pois meu pai falava assim e eu herdei a pronúncia dele. Não consigo falar "chevrolé", soa pra mim esquisito. E olha que tive amigos que tentaram "corrigir" minha pronúncia para que eu falasse "chevrolé". Mas não conseguiram (pois eu não quis, acho mais bonita a forma francesa).

No entanto, eu consegui recentemente me educar a pronunciar "Pôntiac", como é no inglês, pois eu descobri a correta pronúncia da marca em um programa norte-americano (entre "Pôndiac" e "Pôniac"). Bem engraçado. Agora eu falo "Pôntiac", que é o mais próximo da pronúncia ianque. Quanto ao nome Doblò, a pronúncia é aberta, portanto "Dobló" mesmo, pois o sinal de crase significa pronúncia aberta na língua italiana. Silvio Santos, entretanto, propagou a pronúncia incorreta ao premiar um "automóvel Doblô, oooi Lombardi!". Outro Fiat que poderia ter tido, mas não teve problemas com o nome, foi o Palio. Na época de lançamento, uma colega minha de faculdade insistia em falar "Palío", mesmo que o Francisco Milani pronuncia-se corretamente em italiano nas propagandas de TV. Outro carro italiano que tem problema de pronúncia é Maserati. No idioma italiano, o "S" único é igual ao do português, tem som de "Z". Mas a maioria que conheço pronuncia "Masserati". E isso ficou mais arraigado ainda depois que surgiu aqui no Paraná uma água mineral chamada "Maceratti", o que só reforça a pronúncia errada "Masserati".

Obs.: Vinicius é proparoxítona, embora não tenha acento, pois por ser uma palavra latina, não leva acento... ou ao menos esqueceram de pôr ao me registrar...

Vinicius Maciel Bizetto
Curitiba, PR - vinbi@tutopia.com.br

BCWS - Agradecemos suas sugestões, todas muito interessantes. Apenas acrescentamos que a própria assessoria de imprensa da Fiat nos informou sobre a pronúncia fechada "doblô" como a correta, ou pelo menos aquela adotada como correta no Brasil.

Falta motor ao GSi

Eu fui dar uma olhada no novo Astra GSI 2.0 16V... Cara, o que é aquilo? O carro é impecável, incrivelmente lindo, lindo mesmo. Mas a GM bem que poderia dar mais potência nesse motor. O motor do Astra GSI é exatamente o mesmo do Vectra CD 2.0 16V com 136 cv; eu digo isso por causa do Golf e os seus 180 cv; não que eu admire o Golf, pelo contrário, o Astra é mais belo e conciso nas linhas do que Golf, Stilo, o Focus XR "esportivo". Esses concorrentes esportivos do Astra GSI têm desenho de carro velho e sobre isso, o Golf é campeão em desenho simples, não impõe respeito no trânsito, mesmo com os seus 180 cv sob o capô. A GM poderia socar uns 192 cv no Astra, igual ao Astra que existe na Europa. Mas repito, nem isso impede que o Astra GSI seja um grande carro. Eu não sei por qual razão a GM também não faz um motor desses para o Astra brasileiro! O Astra têm tudo pra comportar um motor de 180 cv ou de 192 cv, mas sei lá o que a GM pensa... O pessoal da GM ultimamente está exagerando na "economia", o Celta é um exemplo clássico disso.

Álvaro Orlando
Botucatu, SP - sscsystems@ig.com.br

Mundo globalizado

Parabéns pelo magnífico site, mas o motivo deste e-mail é sobre certas "bizarrices" do "mundo globalizado". Como bem sabe o projeto original do Palio foi concebido pelo IDEA, que alguns anos depois foi contratado pela indiana Tata para desenhar o seu citadino, o resultado foi o modelo Indica. O "curioso" foi uma grande e inegável semelhança com o Palio. Pois bem, eis que agora a combalida Rover resolveu lançar o substituto do vetusto modelo 100. O tal modelo, chamado CityRover, nada mais é do que o resultado de um acordo com a Telco (Tata) para vender o Indica  na Europa ostentando o logotipo da marca inglesa, mas com algumas (pequenas) alterações como a grade por exemplo. O resultado desta miscelânea é um carro que lembra muito o Palio mas com o "fleuma" britânico... Obrigado e, novamente, parabéns pelo excelente trabalho e competência, dignas de quem GOSTA e SABE o que faz !

Fábio Fernande Nunes
Porto Alegre, RS - endura_e@yahoo.com.br

BCWS - Agradecemos sua participação e elogios. Quanto ao Tata da Rover, realmente ficou ainda mais parecido com nosso Palio.

Encontro de Monzas

Estamos há pouco menos de um mês da realização do 1º. Encontro Nacional do Monza Clube (http://www.monzaclube.com/ eventos_1ENMC_160803.shtml), evento a ser realizado no próximo dia 16/8 em São Paulo na Concessionária Pompéia Veículos, das 9h às 17h. Até o momento já contamos com mais de 280 Monzas inscritos e, muito provavelmente, deveremos ultrapassar a marca de 300 veículos até o dia do evento.
 
William M. Bertochi
Monza Clube - São Paulo, SP - monzaclube@monzaclube.com

Insatisfeito com o novo L200

Venho expressar-lhes a minha insatisfação com relação à nova versão do Mitsubishi L200, publicado no site. Eu tenho um L200, ano e modelo 2000, e com absoluta certeza acho a versão atual, como por exemplo a HPE, muito mais bonita, atraente, agressiva e até imponente do que esta apresentada, sinceramente, me repugnou, achei horrível, e com certeza os amantes do L200 vão odiar. PARABÉNS a vocês, pelo site, pelo grau de satisfação que tenho por ser um freqüentador assíduo do BCWS, o site é 10000000000000, sou fã nº. 1!

Fábio Henrique
Salvador, BA - zorac@ubbi.com.br

BCWS - Seu protesto está publicado. Vale lembrar que o L200 mostrado é a versão estrangeira, que deve receber algumas alterações para o mercado nacional, como ocorreu do Pajero iO para o TR4.

Renovação de frota

Como todos nós sabemos, a indústria automobilística brasileira é, se não o principal, ao menos um dos maiores segmentos que alavancam a economia nacional, que gera milhões de empregos direta e indiretamente. Na década de 80, chegou-se a cogitar, através de projetos, a renovação da frota automotiva brasileira, com incentivos diversos por parte de montadoras e governo federal, e que após algum tempo caiu no esquecimento. Por que não retomar essa boa idéia de renovação do parque automotivo, desencalhando milhares de unidades das fábricas, e principalmente, evitando-se a imposição de férias coletivas e demissões de milhares de chefes de família? Como sugestão, o carro velho seria reciclado, representando um percentual do valor do carro novo, incentivando assim, a troca por bem atual, seguro, moderno em tecnologia, econômico... entre outras vantagens. Para todos nós.

Geraldo Rodrigues Xavier
João Pessoa, PB - geraldorxavier@ibest.com.br

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