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"O que fizemos
de errado? Há 12 anos tínhamos defasagem de no máximo três anos em
relação à Europa. Hoje já é quase impossível comparar." |
Excelente artigo, expressa a indignação do consumidor em todos os
sentidos: preço, tecnologia, acabamento. Que possa ser lido e
divulgado por nós leitores. — Rodrigo Nicola - Pato Branco, PR
Possuo uma Blazer Executive V6 automática 2000. Hoje, utilitário V6
automático só importado de luxo. O Civic de 2000 é muito melhor que
o de 2001, e por aí vai. Com raras exceções, os carros somente
ficaram piores e mais caros. — Igor de Vasconcellos Dias Mendonça
- Manaus, AM
Parabéns pela matéria! Excelente resumo dos últimos 12 anos. Está na
hora do consumidor brasileiro abrir o olho. — Marco Aurélio M.
Guimarães Jr. - Volta Redonda, RJ
A solução é simples: menor imposto de importação. Uma tarifa menos
protecionista. — Mateus Websky - Ponta Grossa, PR
Após 25 anos dos primeiros carros a álcool, temos motores flex em
veículos bem mais desenvolvidos que não fazem o consumo de um Corcel
II. A revolução deveria iniciar pela cobrança do governo acerca da
segurança. Depois, como vem fazendo o governo norte-americano, sobre
a economia, implantando exigência de consumo máximo. — Antonio
Pierre Schossler - Bento Gonçalves, RS
Só um baixíssimo nível de exigência da maioria dos brasileiros pode
explicar tamanho atraso em nossos carros. Se você quiser algo no
mesmo nível do exterior, deve partir para os importados a preços
exorbitantes. — Marcelo Rinolfi - São Paulo, SP
Absurdos que temos que engolir por falta de respeito das montadoras,
que aproveitam para entupir os mercados emergentes com as velhas
prensas. Lamentável! — Demóstenes Claudio Resende - Mantova,
Itália
Impressionante sua análise. Quase fui enganado, achando que
estávamos evoluindo. Mudei totalmente de ideia, concordando que
pagamos caro por coisa inferior. — Alionis Freitas da Silva -
Belo Horizonte, MG
O povo brasileiro é masoquista! Nossos carros são lixo sobre rodas e
ainda pagamos muito mais caro! Cada dia que passa, vamos ficando
mais para trás em tecnologia. — Gabriel Andrade Torreiro -
Recife, PE
Gol neles por mais 20 anos! É só por lanterna de bolota, depois de
quadradinho que tudo fica certo. "Faz caaarro mesmo", não: faz o
meeesmo carro. — Gerson Body - Curitiba, PR
Aqui as mudanças restringem-se, praticamente, ao visual. O chassi
continua o mesmo, os motores estão piores (principalmente os flex),
os itens de segurança aumentam consideravelmente o preço, o
acabamento está cada vez pior. Consumidores não exigentes e sem
conhecimento tornam-se presas fáceis. — Paulo Roberto Peres Ennes
- Campo Grande, MS
Nossos carros estão num ritmo de evolução quase nulo. Em parte por
culpa do consumidor, por ter medo da tecnologia ao preferir um motor
de 20 anos (como o Família II da GM ou o VW AP) no lugar de um motor
com maior tecnologia (como os Fiat Fivetech). É vergonhoso vender um
veículo "dito" de luxo com um motor de 20 anos. — Nícolas Zorzi
Lima - Lajeado, RS
Temos muitas carroças ainda... É uma pena! Continue sério e
comprometido com a segurança e a tecnologia. — Paulo Nogari -
Londrina, PR
O brasileiro merece os carros vendidos aqui e os preços
exorbitantes. Com o IPI reduzido, mas em razão do aquecimento das
vendas, o preço de um Palio subiu por aqui em vez de abaixar. E o
Honda City será vendido por R$ 34.900 na Argentina, exportado daqui.
— Rodrigo Akira Yamashita - Natal, RN
Por que o governo não muda os impostos baseado na atualidade e
equipamentos de segurança dos carros? Carros em sintonia com os
mercados mais avançados e com mais equipamentos de segurança
poderiam ter descontos. — Mauricio Ferrari - Artur Nogueira, SP
Compramos aquilo que as montadoras nos oferecem como se fosse um
favor, e ainda têm o caradurismo de nos dizer que somos "mercado em
desenvolvimento"! — Braz Portari - Suzano, SP
Uma vergonha o que as montadoras fazem com o Brasil e os tolos, que
por desinformação ou acomodação, ainda compram dinossauros sobre
rodas. A qualidade do acabamento vem piorando porcamente. —
Leonardo Dalzochio - Farroupilha, RS
A culpa da acomodação da indústria vem dos consumidores que vêm
tendo acesso ao carro zero: para eles, qualquer carro novo será bom.
Só teremos de novo um crescimento substancial de tecnologia quando
toda essa massa estiver acostumada com este produto. — Rosalvo
Ramos Vieira Neto - Salvador, BA
E os preços que subiram quando o dólar bateu nos R$ 3,00 não
retrocederam quando o dólar desceu para os R$ 1,80 de hoje. Não é a
toa que vemos promoções sem juros. E a decisão de fabricar o Tucson
por aqui parece a reprise do Fiat Tipo... Só espero que os Tucsons
não peguem fogo! — Leo Togashi - São Paulo, SP
Quer negócio melhor que vender um carro e faturar por dois com
os juros das parcelas? Concorrência? Crise? É só dar uma choradinha
no ombro do governo, jogar aquela conversa de quantos coitadinhos
irão pro olho da rua, que aí vem aumento nas alíquotas de
importação, renúncia fiscal, incentivo pra carro popular e etc. —
Uberlan Pereira - Guarulhos, SP
As fábricas diziam que não havia escala de produção que
justificassem modelos mais modernos. Mas nosso mercado hoje está
entre os maiores do mundo e a enrolação continua. — Luis Antonio
de Morais - Belo Horizonte, MG
Enquanto a taxação dos carros continuar do jeito que está, seremos
"premiados" com prensas de segunda mão e carrocerias "bonitonas" sem
nada em segurança. — Rogério Venturella - São Paulo, SP
Concordo que a tributação é excessiva, mas a
culpa não é só dos impostos. Se retirarmos os tributos dos preços de
carros nacionais e de seus similares vendidos no exterior,
chegaremos a valores ainda altos aqui, sinal de que as margens de
lucro no Brasil são muito elevadas. Como se sabe, preços de produtos
são definidos não por seus custos, mas por quanto o consumidor se
dispõe a pagar por eles. — Fabrício Samahá
Penso em termos de viabilidade: é viável ter um carro sofisticado
aqui no Brasil? Não, eu creio. A não ser no caso do sujeito poder
abrir mão de amolações com seus inevitáveis prejuízos. Ou então ser
milionário. — Rodrigo O. A. M. Ferreira - São José dos Campos, SP
Os motores das marcas japonesas costumam ser
sofisticados, mas não há relatos de problemas frequentes ou de
manutenção onerosa. Modelos com suspensão traseira multibraço, como
Focus e o Vectra 1997-2005, não têm fama de manutenção mais cara
nesse setor ou de menor durabilidade que os de suspensão por eixo de
torção da mesma categoria. Assim, entendo que não devemos frear o
avanço da tecnologia pelo receio de perder em confiabilidade ou
elevar custos de manutenção. — FS
Desde quando carro de mais de quatro cilindros é sinal de evolução?
Nota-se nos EUA que nos V6 o consumo é altíssimo e quase não se tem
inovações. — Felipe Justino - Uberlândia, MG
O comentário não se refere exatamente a atraso
tecnológico: tem mais relação com falta de opções no mercado, tema
que já abordei em editorial anterior. De qualquer forma, discordo
que mais cilindros indiquem baixa tecnologia. O que dizer de um
Toyota Camry V6 com 284 cv em 3,5 litros, motor que chega a ser
fornecido para o Lotus Evora? — FS
Achei injusto comparar o T-Jet negativamente em relação ao Tempra e
Marea Turbo. O T-Jet deveria ser comparado ao Uno Turbo, e como
proprietário de ambos, posso afirmar que o T-Jet é um enorme salto
nesses 12-15 anos. Não só a potência do motor aumentou de 118 para
152 cv, mas a estabilidade, frenagem, dirigibilidade e vida a bordo
são muito melhores. — Álvaro Antunes - Curitiba, PR
Uno vs. Punto, mas Tempra vs. Marea vs. Linea,
certo? Concordo que houve avanços em vários aspectos, mas isso é o
mínimo que se pode esperar. Do Uno para o Punto são 22 anos em
termos de lançamento europeu, ou mesmo mais se considerado que nosso
Uno tem suspensão traseira de 147. Do Marea para o Linea são mais de
10 anos, quase duas gerações em termos de Europa, mas o Linea ainda
não o supera em espaço interno ou potência, o que a meu ver
decepciona. — FS |