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Edição nº. 316

Parece que 1997 foi ontem

É decepcionante comprar um carro no Brasil. Pagamos caro por carros ruins. Aqui no Canadá comprei um Corolla LE automático com seis airbags, controle de estabilidade, sistema Isofix, etc. por CAD$ 25.700. No Brasil o XEi, sem muitos desses itens, custa CAD$ 40.700. Só impostos não justificam esta diferença. O que fizemos de errado? Há 12 anos tínhamos defasagem de no máximo três anos em relação à Europa. Hoje já é quase impossível comparar. — Fabrício Kikko - Montreal, Canadá

As fábricas deveriam cuidar do consumidor brasileiro, visto que foi nosso país que não as deixou afundarem na crise. Mas tentam nos empurrar modelos defasados com pequenas plásticas. Como subdesenvolvidos, pelo fácil acesso ao crédito que nunca obtivemos, compramos gato por lebre! Não sejamos tão pacíficos. Quem manda é o consumidor. — Rodrigo Cesar Torino Koeler - Rio de Janeiro, RJ

Excelente o editorial. Pena que a maioria dos consumidores não faz idéia de quão estagnados estão os carros. Diga a um proprietário de Celta que ele possui uma involução do Corsa 1994. Ele ficará surpreso e você irá se passar por lunático, invejoso... O BC é um dos únicos a abordar o tema de forma direta e objetiva. Continuem com a honestidade e crítica. — Renato Massoni Capelini - Lorena, SP

Em plena crise mundial, o nosso país é um dos maiores vendedores de automóveis do planeta. E ainda julgam que não merecemos carros e devemos dirigir carroças motorizadas! — João Felipe Machado Silvestre - São Paulo, SP

Finalmente alguém do ramo levanta um ponto gritante. Em 2007 vim para a Austrália e fiquei pasmo com as opções de carros, extremamente mais avançados e a preços muito mais razoáveis. Comprei um Tucson 2007 por AUD 25.000, cerca de R$ 40.000. O Nissan Tiida aqui é carro pequeno para jovens por AUD 19.000. Nós brasileiros somos explorados e feitos de bobo, pagando fortunas por carros que fora do Brasil nem teriam mercado. — Fabio Brandão - Perth, Austrália

Editorial perfeito. Tenho medo de pensar em como estará o mercado brasileiro daqui a 12 anos. Excelente site, altamente informativo e imparcial. — Flavio Castro Guimarães - Amparo, SP

Quando o brasileiro será respeitado? Há alguns anos, quando produzíamos um milhão de carros por ano, nos diziam que não tínhamos escala para projetos mais modernos. Hoje produzimos três milhões, somos o 5º mercado do mundo, e ainda temos Kombi, Uno, Corsa, Golf, Astra, Scénic de gerações passadas! — Gustavo Correia - Sorocaba, SP

O mercado permaneceu estagnado pela baixa competição. O imposto de importação ainda é de 35%, há restrições aos carros vindos do exterior (como a necessidade de adaptação à gasolina) e subsídios indiretos à produção de automóveis. — Fernando Raphael Ferro de Lima - Curitiba, PR

Qualquer lugar do mundo tem carro pela metade do preço que nós pagamos. Não vamos culpar só a gananciosa carga tributária, pois as montadoras têm uma margem pra lá de alta. — José Humberto Duarte - Campo Grande, MS

Fico perplexo porque Golf VI, Fiat Bravo e até o Clio III existem em mercados tão emergentes quanto o nosso, do tipo Rússia e Índia. Até o Cruze já saiu na Índia. Acredito que o brasileiro não gosta de carro, ele odeia. Se gostasse, jamais ia aceitar remendos como os que a gente vê aqui. Nos anos 90 a gente era feliz e não sabia! — Daniel Moertl Pereira de Mello - São Paulo, SP

Há a transformação de itens em "opcionais" a preços abusivos e maquiagem dos automóveis para disfarçar a defasagem. E boa parte das pessoas "especializadas" se omitem ou até mesmo elogiam esses abusos. É muito bom ver editoriais como o seu. — Alexandre Jimenez - São Paulo, SP

Estamos voltando ao tempo das "carroças". Fala-se muito em impostos altos, mas pouco na ganância desenfreada dos fabricantes. Não vejo explicação para um "Monza" custar o que custa, usando um motor cujo custo deve ter sido amortizado há anos. — Joel Gayeski - Caxias do Sul, RS

Espaço dos fabricantes
e importadores
Quando se faz jornalismo sério e dedicado, quando a paixão pelo universo do automóvel baliza a seriedade e a responsabilidade no trato público da informação, quando o conhecimento técnico teórico e prático é colocado a serviço do próximo, fecha-se uma receita que só pode chegar a um lugar... o sucesso. É um pouco de tudo isso que faz do Best Cars um dos mais interessantes e produtivos sites de automóveis. Parabéns a toda a equipe. — Carlos Roberto da Costa, Diretor de Imprensa, Citroën

Importante referência e a cada dia aprimora a qualidade editorial, com análises e informações precisas. Seu pioneirismo na linguagem especializada pela internet  demonstra sua importância pela sua leitura qualificada. — Célio Galvão, Gerente de Imprensa, Ford

Cumprimentos pelo 12º. aniversário. Nesta trajetória o website conquistou respeito e credibilidade a partir de análises aprofundadas e pela qualidade na veiculação de informações. — André Senador, Diretor, Relações com a Imprensa, Volkswagen

Cumprimentos pelo sucesso "estrondoso" do Projeto Best Cars, um site que conquistou o mais difícil: o respeito e a admiração dos clientes, apaixonados e maníacos por carros. Parabéns pela precisão técnica, pelo exercício do bom jornalismo, pela ética e, acima de tudo, pela paixão. Por favor: 12 anos mais de Best Cars. — Rogério Franco, Gerência de Imprensa, Citroën

Fico muito contente ao ver a trajetória do Best Cars como referência de conteúdo sobre automóveis. Longa vida! — Luiz Alberto Pandini, Imprensa, Stuttgart Sportcar, importador Porsche

Parabéns pela trajetória. Sabemos e reconhecemos todo o seu esforço e seriedade. Contem sempre com a Fiat. — Carlos Henrique Ferreira - Assessor Técnico, Fiat

Nossos melhores votos de permanente sucesso pessoal e profissional. Parabéns! — Pedro Luiz Dias, Comunicação, General Motors

Parabéns pela conquista. Tenho certeza de que a história de sucesso do Best Cars está apenas no início. — Marcus Brier, Imprensa, Peugeot

 

"O que fizemos de errado? Há 12 anos tínhamos defasagem de no máximo três anos em relação à Europa. Hoje já é quase impossível comparar."

Excelente artigo, expressa a indignação do consumidor em todos os sentidos: preço, tecnologia, acabamento. Que possa ser lido e divulgado por nós leitores. — Rodrigo Nicola - Pato Branco, PR

Possuo uma Blazer Executive V6 automática 2000. Hoje, utilitário V6 automático só importado de luxo. O Civic de 2000 é muito melhor que o de 2001, e por aí vai. Com raras exceções, os carros somente ficaram piores e mais caros. — Igor de Vasconcellos Dias Mendonça - Manaus, AM

Parabéns pela matéria! Excelente resumo dos últimos 12 anos. Está na hora do consumidor brasileiro abrir o olho. — Marco Aurélio M. Guimarães Jr. - Volta Redonda, RJ

A solução é simples: menor imposto de importação. Uma tarifa menos protecionista. — Mateus Websky - Ponta Grossa, PR

Após 25 anos dos primeiros carros a álcool, temos motores flex em veículos bem mais desenvolvidos que não fazem o consumo de um Corcel II. A revolução deveria iniciar pela cobrança do governo acerca da segurança. Depois, como vem fazendo o governo norte-americano, sobre a economia, implantando exigência de consumo máximo. — Antonio Pierre Schossler - Bento Gonçalves, RS

Só um baixíssimo nível de exigência da maioria dos brasileiros pode explicar tamanho atraso em nossos carros. Se você quiser algo no mesmo nível do exterior, deve partir para os importados a preços exorbitantes. — Marcelo Rinolfi - São Paulo, SP

Absurdos que temos que engolir por falta de respeito das montadoras, que aproveitam para entupir os mercados emergentes com as velhas prensas. Lamentável! — Demóstenes Claudio Resende - Mantova, Itália

Impressionante sua análise. Quase fui enganado, achando que estávamos evoluindo. Mudei totalmente de ideia, concordando que pagamos caro por coisa inferior. — Alionis Freitas da Silva - Belo Horizonte, MG

O povo brasileiro é masoquista! Nossos carros são lixo sobre rodas e ainda pagamos muito mais caro! Cada dia que passa, vamos ficando mais para trás em tecnologia. — Gabriel Andrade Torreiro - Recife, PE

Gol neles por mais 20 anos! É só por lanterna de bolota, depois de quadradinho que tudo fica certo. "Faz caaarro mesmo", não: faz o meeesmo carro. — Gerson Body - Curitiba, PR

Aqui as mudanças restringem-se, praticamente, ao visual. O chassi continua o mesmo, os motores estão piores (principalmente os flex), os itens de segurança aumentam consideravelmente o preço, o acabamento está cada vez pior. Consumidores não exigentes e sem conhecimento tornam-se presas fáceis. — Paulo Roberto Peres Ennes - Campo Grande, MS

Nossos carros estão num ritmo de evolução quase nulo. Em parte por culpa do consumidor, por ter medo da tecnologia ao preferir um motor de 20 anos (como o Família II da GM ou o VW AP) no lugar de um motor com maior tecnologia (como os Fiat Fivetech). É vergonhoso vender um veículo "dito" de luxo com um motor de 20 anos. — Nícolas Zorzi Lima - Lajeado, RS

Temos muitas carroças ainda... É uma pena! Continue sério e comprometido com a segurança e a tecnologia. — Paulo Nogari - Londrina, PR

O brasileiro merece os carros vendidos aqui e os preços exorbitantes. Com o IPI reduzido, mas em razão do aquecimento das vendas, o preço de um Palio subiu por aqui em vez de abaixar. E o Honda City será vendido por R$ 34.900 na Argentina, exportado daqui. — Rodrigo Akira Yamashita - Natal, RN

Por que o governo não muda os impostos baseado na atualidade e equipamentos de segurança dos carros? Carros em sintonia com os mercados mais avançados e com mais equipamentos de segurança poderiam ter descontos. — Mauricio Ferrari - Artur Nogueira, SP

Compramos aquilo que as montadoras nos oferecem como se fosse um favor, e ainda têm o caradurismo de nos dizer que somos "mercado em desenvolvimento"! — Braz Portari - Suzano, SP

Uma vergonha o que as montadoras fazem com o Brasil e os tolos, que por desinformação ou acomodação, ainda compram dinossauros sobre rodas. A qualidade do acabamento vem piorando porcamente. — Leonardo Dalzochio - Farroupilha, RS

A culpa da acomodação da indústria vem dos consumidores que vêm tendo acesso ao carro zero: para eles, qualquer carro novo será bom. Só teremos de novo um crescimento substancial de tecnologia quando toda essa massa estiver acostumada com este produto. — Rosalvo Ramos Vieira Neto - Salvador, BA

E os preços que subiram quando o dólar bateu nos R$ 3,00 não retrocederam quando o dólar desceu para os R$ 1,80 de hoje. Não é a toa que vemos promoções sem juros. E a decisão de fabricar o Tucson por aqui parece a reprise do Fiat Tipo... Só espero que os Tucsons não peguem fogo! — Leo Togashi - São Paulo, SP

Quer negócio melhor que vender um carro e faturar por dois com os juros das parcelas? Concorrência? Crise? É só dar uma choradinha no ombro do governo, jogar aquela conversa de quantos coitadinhos irão pro olho da rua, que aí vem aumento nas alíquotas de importação, renúncia fiscal, incentivo pra carro popular e etc. — Uberlan Pereira - Guarulhos, SP

As fábricas diziam que não havia escala de produção que justificassem modelos mais modernos. Mas nosso mercado hoje está entre os maiores do mundo e a enrolação continua. — Luis Antonio de Morais - Belo Horizonte, MG

Enquanto a taxação dos carros continuar do jeito que está, seremos "premiados" com prensas de segunda mão e carrocerias "bonitonas" sem nada em segurança. — Rogério Venturella - São Paulo, SP

Concordo que a tributação é excessiva, mas a culpa não é só dos impostos. Se retirarmos os tributos dos preços de carros nacionais e de seus similares vendidos no exterior, chegaremos a valores ainda altos aqui, sinal de que as margens de lucro no Brasil são muito elevadas. Como se sabe, preços de produtos são definidos não por seus custos, mas por quanto o consumidor se dispõe a pagar por eles. — Fabrício Samahá

Penso em termos de viabilidade: é viável ter um carro sofisticado aqui no Brasil? Não, eu creio. A não ser no caso do sujeito poder abrir mão de amolações com seus inevitáveis prejuízos. Ou então ser milionário. — Rodrigo O. A. M. Ferreira - São José dos Campos, SP

Os motores das marcas japonesas costumam ser sofisticados, mas não há relatos de problemas frequentes ou de manutenção onerosa. Modelos com suspensão traseira multibraço, como Focus e o Vectra 1997-2005, não têm fama de manutenção mais cara nesse setor ou de menor durabilidade que os de suspensão por eixo de torção da mesma categoria. Assim, entendo que não devemos frear o avanço da tecnologia pelo receio de perder em confiabilidade ou elevar custos de manutenção. — FS

Desde quando carro de mais de quatro cilindros é sinal de evolução? Nota-se nos EUA que nos V6 o consumo é altíssimo e quase não se tem inovações. — Felipe Justino - Uberlândia, MG

O comentário não se refere exatamente a atraso tecnológico: tem mais relação com falta de opções no mercado, tema que já abordei em editorial anterior. De qualquer forma, discordo que mais cilindros indiquem baixa tecnologia. O que dizer de um Toyota Camry V6 com 284 cv em 3,5 litros, motor que chega a ser fornecido para o Lotus Evora? — FS

Achei injusto comparar o T-Jet negativamente em relação ao Tempra e Marea Turbo. O T-Jet deveria ser comparado ao Uno Turbo, e como proprietário de ambos, posso afirmar que o T-Jet é um enorme salto nesses 12-15 anos. Não só a potência do motor aumentou de 118 para 152 cv, mas a estabilidade, frenagem, dirigibilidade e vida a bordo são muito melhores. — Álvaro Antunes - Curitiba, PR

Uno vs. Punto, mas Tempra vs. Marea vs. Linea, certo? Concordo que houve avanços em vários aspectos, mas isso é o mínimo que se pode esperar. Do Uno para o Punto são 22 anos em termos de lançamento europeu, ou mesmo mais se considerado que nosso Uno tem suspensão traseira de 147. Do Marea para o Linea são mais de 10 anos, quase duas gerações em termos de Europa, mas o Linea ainda não o supera em espaço interno ou potência, o que a meu ver decepciona. — FS

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Data de publicação: 21/11/09