Arte equilibrada em duas rodas O estilo elegante e de personalidade é o ponto alto da italiana Aprilia Motó 6.5 |
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O conceito
é bem simples: duas rodas, um quadro, motor e
componentes, guidão e farol. Pronto, tem-se uma moto.
Mas não é bem assim para Philippe Starck e para a
italiana Aprilia. Eles queriam construir mais que uma
moto, queriam uma obra de arte. Construíram a Aprilia
Motó 6.5. |
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Esguia,
a Motó 6.5 capricha nos detalhes de aparência, como o
radiador Este é simples em
instrumentação, com três corpos: um maior à direita,
o velocímetro; um médio à esquerda, o termômetro do
motor; e um menor, ao centro, as luzes-piloto. Na Motó
tudo está muito integrado: o tanque arredondado, sem
qualquer vinco, recobre o motor e tem um encaixe perfeito
com o radiador de água -- por sinal, muito bem desenhado.
Este, por outro lado, encaixa-se num protetor de cárter. Mecânica O propulsor da Motó é um Rotax de 649 cm³ fabricado na Áustria, fruto de um acordo entre BMW, que o projetou, e Aprilia, que faz a montagem final. Equipa também a BMW Funduro e a Aprilia Pegaso. Tem cinco válvulas, duplo comando no cabeçote, refrigeração líquida e alimentação através de dois carburadores Mikuni de 33 mm. |
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![]() O motor Rotax, fruto de
um acordo com a BMW, tem cinco válvulas e árvore de
balanceamento para anular as vibrações típicas de um
grande monocilindro. No painel, simplicidade |
| É um motor forte e
robusto, de apenas um cilindro e eficiência mais que
adequada para um bom desempenho da Motó (a potência e o
torque máximo não são divulgados). Se a vibração é
algo característico dos big-singles (médios e
grandes motores monocilíndricos), um sistema com árvore
de balanceamento procura eliminar esse inconveniente. Por
outro lado, não é tão elástico em baixos regimes, por
volta de 2.000 rpm. Todos os cabos dos instrumentos foram dispostos de maneira a interferir o mínimo no visual. Uma série de outros elementos estão também disfarçados, sempre com a preocupação da aparência. A Aprilia, no Brasil, classifica a Motó como uma street (motocicleta urbana). No exterior ela é classificada como custom e tem até uma linha de acessórios, como pára-brisa e bolsas laterais de couro, para deixá-la ainda mais "customizada", isto é, adaptada ao usuário. Ainda que as motocicletas não tenham atingido o grau de uniformização dos carros, é louvável que um modelo se distancie o quanto pode do que houve e do que há. Mesmo porque isso revela um exercício do poder criativo dos projetistas. |
No Brasil a Motó 6.5 é vendida como morto urbana, mas na Europa adota o estilo custom, com opção de pára-brisa, bolsas de couro no tanque e laterais, entre outros acessórios |
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| A Motó 6.5 tem um preço
salgado: muitas pessoas questionariam R$ 17.900 gastos em
uma motocicleta. O consumidor compraria um carro zero-km
com esse dinheiro, e até com alguns opcionais -- mas
certamente seria "mais um" no meio do trânsito.
Talvez esse seja o maior benefício dessa motocicleta: a
personalidade e a fuga do lugar-comum. Esguia, a Motó tem agilidade de 125 no trânsito urbano. Por suas suspensões e altura mínima do solo (204 mm), garante uma condução confortável mesmo com tantos buracos pelas ruas. Com um consumo médio razoável (16 km/l), é um veículo econômico. Pelo motor bem disposto em altos regimes, é valente nas estradas. E para acrescentar um pouco mais, é uma motocicleta elegante e de personalidade. Observando todos os aspectos, dentro de sua categoria a Motó 6.5 tem uma relação custo-benefício bastante boa. |
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