

A HB1 de 1975 (em cima),
com quadro especial e motor Honda 750, e a SB1 de 1977, de mecânica
Suzuki


A DB1 750 (em cima), que
iniciou a parceria com a Ducati, e a YB8, com motor de Yamaha FZR 1000 |
Foi devido a um acidente grave que surgiu um dos mais tradicionais
fabricantes de motocicletas do mundo. Em 1975 o italiano Massimo
Tamburini pilotava sua Honda CB 750 Four
no circuito de Misano, autódromo italiano próximo à cidade homônima no
Mar Adriático que hoje sedia o GP de San Marino, quando sofreu um
acidente. Após sua recuperação, que incluiu três costelas fraturadas,
o piloto achou por bem construir um novo quadro de aço tubular, mais
rígido e eficiente, que acabou reduzindo o peso da moto e abaixando
seu centro de gravidade.
Denominada HB1, foram feitas exclusivas 10 unidades da moto e deu-se
assim o pontapé inicial da Bimota, nome que traz em sua concepção as
rubricas dos três fundadores: Bianchi, Giuseppe Morri e Tamburini. Não
demorou muito e a empresa criou um novo significado para o produto que
fabricava. A série YB (1, 2 e 3), a HDB (1 e 2) e o modelo SB1
tornaram-se sinônimo de tudo aquilo que uma verdadeira moto de corrida
deveria ser. Pilotos aspirantes e profissionais viam nas Bimotas o que
havia de melhor na época.
No final dos anos 70, a Bimota apostou em um nicho de mercado
diferente: exclusivas motos de rua, que chegavam aos clientes em forma
de kits. Já a década de 1980 marcou a fase de crescimento e adequação
da marca à proposta original de fornecer as melhores motos. O período
foi também de transição, pois em 1983 Tamburini deixava a empresa,
colocando o jovem engenheiro Federico Martini em seu lugar. A
experiência de Martini com a Ducati trouxe o desenvolvimento da DB1,
com motor Ducati de dois cilindros e 750 cm³, e sobretudo de um
inovador quadro com liga aeronáutica. Chamado de Scatolato, esse
conceito muito à frente de seu tempo perdurou durante toda a década
nas linhas da Bimota.
Vários modelos dessa época corroboraram para a fama da empresa
italiana. Entre eles podemos citar HB2 (motor de Honda CB 900), HB3
(CB 1100), SB4 e SB5 (Suzuki GSX 1100), YB4 EI (Yamaha FZ 750), YB6 e
YB6 Exup (FZR 1000) e YB6 Tuatara (o mesmo com injeção eletrônica).
Mas foram as pistas de corrida que moldaram o êxito da Bimota como
marca de excelência. Os pilotos Jon Ekerold e Virginio Ferrari levaram
pra casa em 1980 e 1987, na ordem, o título do Campeonato Mundial em
uma Bimota. Com certeza a melhor publicidade que os italianos poderiam
ter.
Como nem tudo dura para sempre, Federico Martini deixou a marca no
começo dos anos 90, sendo substituído pelo diretor técnico Pierliugi
Marconi. Os dois mantinham bom relacionamento desde o tempo em que
Marconi ainda era estudante. Com a mudança, a marca se concentrou na
estrutura Scatolato. Continua
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