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Depois de 5,2 milhões de unidades com carburador, a Honda CG recebe
injeção eletrônica na versão Titan e catalisador também na Fan

Texto: Bob Sharp - Fotos: divulgação

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O escapamento dotado de catalisador é a novidade mais aparente da CG 125 Fan, mas o motor passou a ser de comando no cabeçote, OHC

A Honda passou a produzir em Manaus (AM) a linha CG 2009 com injeção de combustível PGM-FI na Titan 150, para atender — com folga — aos novos limites de emissões para motocicletas que entram no ano que vem. A Fan 125 continua com carburador, para conter os custos, mas também emite abaixo do novo limite legal. As vendas começam já em dezembro. A apresentação se deu no magnífico Centro Educacional de Trânsito Honda (veja quadro) em Indaiatuba, SP, onde foi dada ampla explanação sobre o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot). Começou em 2003, entrou na segunda fase em 2005 e em 2009 chega à terceira, com limites de emissões pelo escapamento mais baixos, o que explica as medidas tomadas pela Honda na linha CG.

Além da marcante evolução técnica, as novas Hondas CG — linha que representa nada menos que 71% do mercado de motocicletas da marca japonesa — passaram por alterações marcantes de estilo que significam um grande passo à frente nesse mercado de entrada. O conjunto ótico envolto por uma meia-carenagem, e que engloba as luzes direcionais, deu novo ar ao modelo e, segundo a fábrica, teve inspiração na cabeça das aves de rapina. Houve quem não gostasse assim que o modelo foi revelado, ao contrário da opinião do autor. A rabeta também foi redesenhada.

Em razão do turbilhão por que está passando a economia, a fábrica ainda não divulgou os preços da CG 125 Fan que, como na versão de maior cilindrada, subiram 5% em média. Assim, a CG 150 Titan de partida a pedal (KS, kick starter) custa R$ 6.040; a mesma versão com partida elétrica (ES, electric starter) passa a R$ 6.590; com esse item mais freio dianteiro a disco (ESD, electric starter and disc brake), R$ 6.990.

Sai OHV, entra OHC   Apesar de a CG 125 Fan continuar com carburador, o motor deixou de ter comando de válvulas no bloco com válvulas no cabeçote, a arquitetura chamada OHV (de overhead valves, sendo implícito que o comando fica no bloco), e passa a ter o comando no cabeçote, arranjo chamado OHC (de overhead camshaft), com acionamento por corrente e balancins roletados. Foi sem dúvida um grande salto tecnológico. Mas no processo a potência diminuiu de 12,5 cv a 8.250 rpm para 11,6 cv à mesma rotação, embora o torque tenha subido um pouco, de 1,02 m.kgf a 7.000 rpm para 1,04 m.kgf a 6.000 rpm.

A redução de potência tem a ver com as menores emissões obrigatórias para 2009, mas o maior torque em rotação mais baixa, que significa mais potência em giro baixo, surtiu efeitos benéficos sobre a dirigibilidade, como pudemos notar no breve teste no Centro de Educação de Trânsito. Na prática, ninguém sentirá o pequeno decréscimo de potência. Parte das medidas para baixar as emissões é o uso de catalisador próximo ao cabeçote, no tubo de escapamento. Os metais nobres platina e ródio estão aplicados num núcleo de aço inox (e não de cerâmica, como nos automóveis) de 46 células por centímetro quadrado. O motor não tem árvore contra-rotativa de balanceamento, por questão de custo, mas não chega a vibrar demais. Outra mudança foi o aumento do tanque de combustível de 13,5 para 15,1 litros, 12% mais. Continua

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Data de publicação: 1/12/08

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