Injeção de competitividade

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A Yamaha demorou a responder à Honda Twister, mas
traz a novidade da injeção eletrônica na Fazer 250

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Quatro longos anos depois de a Honda lançar, com êxito, uma estradeira de 250 cm³ — a CBX 250 Twister —, a Yamaha enfim dá sua resposta. Desenvolvida no Brasil, a Fazer 250 (pronuncia-se "fêizer") chega para preencher uma grande e histórica lacuna na linha do fabricante, já que a Yamaha nunca produziu aqui uma moto desse perfil e cilindrada — apenas a custom Virago 250 e a TDM 225, baseada em modelo de uso misto.

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Fiel ao estilo naked (nua), que dispensa carenagens, a Fazer agrada no visual, mas não consegue inovar. Até seus detalhes mais interessantes de estilo, como as tomadas de ar no tanque e as peças laterais em tom de alumínio, que simulam um quadro nesse material, são semelhantes aos da Twister. Por outro lado, o painel traz um mostrador digital com hodômetro total e dois parciais, marcador do nível de combustível e relógio e as rodas de alumínio são bonitas.

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Onde a Yamaha trouxe evolução foi na alimentação do motor com injeção eletrônica, primazia na categoria — sua XT 660 R já havia sido pioneira nesse sistema em uma moto nacional, em fevereiro último.

A novidade resulta em funcionamento mais regular, melhor aproveitamento do combustível, eliminação do afogador, menores emissões poluentes e, de quebra, maior segurança em caso de queda, já que um sensor interrompe a alimentação ao detectar inclinação lateral maior que 65 graus.

Injeção à parte, o motor é convencional: um cilindro a quatro tempos, arrefecimento a ar (com radiador de óleo), comando único no cabeçote, duas válvulas. É mais simples que o da Twister, que usa duplo comando e quatro válvulas. Desenvolve 21 cv de potência a 7.500 rpm e 2,1 m.kgf de torque máximo a 6.500 rpm, pouco abaixo da concorrente (24 cv e 2,48 m.kgf), mas esta ainda não atende às novas normas de controle de emissões para 2006 (a Fazer tem inclusive catalisador).

O câmbio tem cinco marchas, uma a menos que na Honda, e impressiona a capacidade de 19,2 litros do tanque de combustível, que contribui para a sensação de uma moto maior. A Yamaha não informa a velocidade máxima, mas diz que fica acima de 120 km/h. O peso a seco é de 137 kg.

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Na parte ciclística, a Fazer baseia-se em um quadro de berço duplo, com suspensão traseira monomola, um grande disco de freio à frente (282 mm), um tambor atrás e pneus 2,15-17 (dianteiro) e 3,00-17 (traseiro), sem câmara. Tudo muito próximo da concorrente da Honda. Disponível na segunda quinzena de outubro nas cores preta, vermelha e cinza, a nova 250 custará R$ 9.981, ou 8,6% mais que a Twister, que hoje sai a R$ 9.188. A outra adversária, a Kasinski Comet 250, tem motor de dois cilindros e maior potência (28 cv), mas é bem mais cara: R$ 14.266.

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Data de publicação: 3/10/05

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