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Polivalência

Motos como a Suzuki GSX 1400 aplicam-se a qualquer
situação de uso, com bom desempenho e conforto

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Para cada vez mais motociclistas de alto poder aquisitivo, não faz mais sentido transitar pelas ruas e estradas -- nem sempre com limites de velocidade adequados às "esticadas" -- com superesportivas, pagando o preço de uma suspensão dura e de uma posição de pilotar similar à de um piloto de competição. A solução que muitos esperam são as motos de grande cilindrada e estética simples, sem carenagem.

A GSX nua: quadro e suspensão não são dos mais modernos, mas conseguem conciliar conforto e estabilidade em boa medida

A tendência não é nova entre as médias, mas está ganhando força entre as grandes. E não se trata de optar por uma custom, em geral crítica em termos de comportamento dinâmico: estamos falando de motos potentes e com ciclística bem desenhada, quase tão eficientes em trechos sinuosos quanto uma racing replica, só que menos ariscas e mais confortáveis.

A Suzuki acaba de entrar nesse segmento com a GSX 1400, lançada no Salão de Tóquio (leia cobertura). Apesar de levar a mesma sigla das esportivas radicais da marca -- mas sem o "R" --, é uma estradeira simples e fácil de dominar, com uma estética que remete levemente aos anos 70. Há boa dose de cromados, um farol redondo e os belos escapamentos bem visíveis, que contrastam com o motor em preto-fosco.

A Suzuki acertou no estilo: a 1400 tem classe e imponência, lembrando em alguns detalhes as motos dos anos 70. O motor em preto-fosco realça os vistosos escapamentos

E que motor! Se a potência máxima do quatro-em-linha com injeção e arrefecimento a ar não impressiona (o que são 100 cv para 1.401 cm3?), o torque chega a 12,8 m.kgf a baixas 5.000 rpm e, mais importante, mais de 85% deles estão presentes entre 3.000 e 6.000 giros. Mesmo com generosos 228 kg (a seco), o desempenho é mais que suficiente para qualquer condição, embora a Suzuki não divulgue seus índices.

A ciclística da GSX é eficiente, mas não tão moderna quanto a de suas primas "R". Na traseira aparece uma suspensão de duas molas, só que com modernos amortecedores amplamente reguláveis, assim como o garfo. Os freios dianteiros são enormes discos de 320 mm de diâmetro, com pinças de seis pistões, e as rodas têm aro 17 pol, com um imenso pneu 190/50 na traseira.

Painel simples, amortecedores com amplas regulagens: eficiência sem supérfluos

De resto, um painel simples e bem-equipado (alguns mostradores são digitais, como os dois hodômetros parciais) e conforto para piloto e passageiro fazem desta Suzuki uma opção polivalente: é o tipo de moto que se sai bem em qualquer percurso, toma as curvas com mais dinamismo que as custons e, como estas, permite longas viagens sem desconforto.

As concorrentes

Honda e Yamaha também apresentam boas opções na categoria da GSX 1400. Da primeira vem a CB 1300 Super Four, à esquerda, com motor de quatro cilindros em linha, arrefecimento líquido, carburadores e 16 válvulas, que desenvolve 100 cv e um torque de 12,2 m.kgf a 5.000 rpm, o maior entre os três modelos. É também a mais

pesada entre todas, 246 kg. Seu desenho lembra o da CB 500 nacional. A Yamaha sai-se com a XJR 1300, recente evolução da versão 1200. O motor de quatro cilindros em linha tem arrefecimento misto (ar e óleo), duplo comando, 16 válvulas e 106,2 cv de potência, com torque máximo de 10 m.kgf a 6.000 rpm.

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Data de publicação deste artigo: 26/2/02

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