


De onde se olha, a CB 300 R
lembra a irmã maior Hornet 600; o farol tem formato moderno e o banco
ganhou um ressalto para firmeza do garupa
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Nos
anos 80, o autor perguntou a um executivo da Honda por que a fábrica não
investia em motos grandes, só ficava nas pequenas 125 e na média CB 400.
Ele respondeu: “Porque as motos precisam crescer junto com o mercado.
Primeiro temos de formar os donos de motos pequenas, que serão os
futuros donos de motos médias e só então teremos público para consumir
as motos grandes”.
Na época a resposta pareceu meio furada, pois o próprio autor já tinha
moto havia tempos e queria saber das grandes, não aquelas raquíticas
125. Vinte anos depois, nota-se o quanto aquele executivo era sensato.
Hoje o Brasil representa o maior mercado mundial da categoria de 250
cm³, o que mostra o quanto ele estava certo: primeiro semearam o mercado
com as pequenas 125, agora estão colhendo as 250. A próxima etapa será a
colheita das 600 em diante.
Não há registro de nenhuma moto clássica, que tenha feito história, com
300 cm³. São famosas as 350, com modelos imortais como a CB 350 de dois
cilindros dos anos 70 e as lendárias
Yamahas RD 350 "Viúvas Negras", tanto a importada daquela época
quanto a nacional da década seguinte. Mas 300? O fato é que o Promot 3 —
a terceira fase, mais severa, do programa de controle de emissões
poluentes por motos — não existia nos anos 70, nem 80, nem 90... Agora
existe. E, graças às limitações impostas em nome da natureza, a
categoria de 1/4 de litro (antes composta pela CBX 250 Twister e a XR
250 Tornado) foi limada da gama Honda.
Foram quase seis meses de especulação pela imprensa, pelos muitos
adeptos da dupla Twister-Tornado e, claro, dos donos de motos
concorrentes. E não é que aquela famosa foto de uma
moto dentro de um caixote de madeira,
da qual muitos duvidaram, era verdade? Era a CB 300 R que estava sendo
embarcada para testes no Japão. Algum espertinho não resistiu a apontar
o celular e espalhar pela internet. Como já é tradição no meio, as novas
motos foram reveladas em um rápido contato e uma muito bem-elaborada
apresentação técnica no Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH) em
Indaiatuba, SP. Ao lado da CB 300 R e da XRE 300 estava, pasme, um
scooter com a marca Honda, o
Lead 110.
Pequena Hornet
Nada de motor de dois
cilindros em "V" e outras caras suposições: a nova CB 300 R tem motor de
um cilindro com a mesma arquitetura do 250 da Twister — duplo comando,
quatro válvulas —, mas é totalmente novo e não um 250 ampliado. A
principal novidade, há muito aguardada, é a injeção eletrônica PGM-FI,
que permitiu, juntamente com o catalisador, enquadrar a moto nos níveis
de emissões exigidos pela lei.
Continua
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