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O motor tem 2,5 cv a mais que o da Twister e boa vantagem em retomadas de velocidade; o quadro todo novo visou a deixar a moto mais maneável
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O painel tem velocímetro digital e as rodas de bom gosto lembram as antigas Comstar, mas faltou a esperada adoção de freio traseiro a disco

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Na rápida avaliação a CB 300 R mostrou bom desempenho; já o câmbio de apenas cinco marchas criou um vazio entre a primeira e a segunda

Uma pequena CB 600 Hornet: essa é a primeira impressão da nova CB 300 R. Farol, a máscara do painel e o tanque de combustível são claramente inspirados na atual versão da estradeira de 600 cm³ da marca. O objetivo é óbvio: criar no dono da 300 a aspiração natural pela 600. Um item que caiu muito bem são as rodas de alumínio em forma de estrela, que lembram as famosas Comstar que equipavam a CB 400 e a CBX 750 F dos anos 80. Boa novidade é o banco mais largo, maior, mais baixo e com um “caroço” no espaço do garupa para evitar que escorregue para frente.

O quadro é totalmente novo e algumas medidas foram revistas, como o guidão um pouco mais alto, distância entre eixos maior e ângulo de inclinação da coluna de direção menor. O objetivo é deixar a moto mais maneável, reforçado pelos novos pneus mais largos (110/70 à frente e 140/70 atrás em rodas, como antes, de 17 pol) e de desenho um pouco mais esportivo. Também mudou a posição das pedaleiras com objetivo de deslocar o peso do piloto um pouco mais à frente.

O aumento de cilindrada em 16% não representou o mesmo ganho em potência e torque. De 24 cv a 8.000 rpm e 2,48 m.kgf a 6.000 rpm da Twister, passou-se a 26,5 cv a 7.500 rpm (mais 10,5%) e 2,81 m.kgf às mesmas 6.000 rpm (mais 13%). Na breve avaliação foi possível perceber que as melhorias são mais sensíveis nas retomadas de velocidade, mas também deram um impulso extra na velocidade máxima, ao redor de 140 km/h no velocímetro. O suficiente para saber que esta CB não significou o sonho esperado de todo motociclista brasileiro: uma 250 com desempenho de 500 e preço de 125.

E aqueles hondeiros que viviam azucrinando os yamahistas, por causa do câmbio de cinco marchas da Fazer 250, vão ter de engolir: a CB 300 R também não tem a sexta. Como a primeira é extremamente curta e o intervalo entre as marchas aumentou, ficou um buraco entre a primeira e a segunda, tanto que no teste foi possível sair sempre em segunda, deixando a primeira dedicada às subidas. O peso a seco de 143 kg está apenas 3 kg acima da Twister.
 
Um item que causou certa decepção foi o freio traseiro a tambor, em vez do esperado disco. Por outro lado, o painel ficou bem esportivo, com conta-giros circular e mostrador de cristal líquido que inclui velocímetro, hodômetros e marcador de nível de combustível. Como não há mais torneira de gasolina (em nenhuma moto com injeção, aliás), é bom ficar de olho ao nível. A capacidade do tanque é de 18 litros, o que permite uma autonomia quase continental.

A CB está disponível nas cores preta, vermelha, amarela metálica e prata metálica e tem previsão de vendas de 50 mil unidades até dezembro. O preço sugerido de R$ 11.490 (Estado de São Paulo), mais frete e seguro, representa um aumento importante de 19% sobre os R$ 9.617 da Twister. Está mais cara que a Fazer (R$ 10.477), mas bem abaixo das mais potentes Kasinski Comet 250 (R$ 14.490) e Kawasaki Ninja 250 R (R$ 18.800).

Nem Tornado, nem Falcon   De uma tacada só, a Honda tirou dois modelos de produção — a Tornado e a NX4 Falcon, de 400 cm³ — e introduziu um novo conceito. A palavra da moda é adventure, ou aventura, que está em qualquer novo produto, de bicicletas a carros urbanos, de escova de dentes a cartão de crédito. Parece que o mundo descobriu o marketing da aventura, embora essas empresas raramente invistam nos eventos relacionados de fato à aventura. Continua

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