De olho nas cidades


Enfim a Honda percebeu que precisava
oferecer um scooter e trouxe o Lead 110,
modelo com grandes qualidades


Texto: Geraldo Tite Simões - Fotos: divulgação

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Disponível em versão única, o Lead 110 tem desenho atual e agradável; o farol fixado ao guidão é melhor em curvas que o do Suzuki Burgman

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O painel, fácil de ler, inclui marcadores de combustível e temperatura

Pelos idos de 1985, o autor conseguiu um furo fantástico: de passagem por Campos do Jordão, SP, flagrou uma equipe da Honda pesquisando novos modelos, incluindo uma moto de estilo cub, um scooter e outra moto tradicional. Além disso, próximo do HRB (departamento de pesquisa da Honda do Brasil) em São Paulo, SP, era comum se ver senhores engravatados rodando de scooter Honda.

Em 1994 chegaram a C 100 Dream, na linha cub, e o scooter Spacy 125. Mais tarde a marca optou por criar um produto novo para o lugar da Dream, nascendo a C 100 Biz, sucesso de vendas até hoje com motor ampliado para 125. Mas o Spacy saiu de cena logo em seguida, talvez porque, 15 anos atrás, o mercado de scooter fosse muito embrionário no Brasil. Houve até boatos sobre um lobby da Honda para redução da maioridade legal e habilitação a maiores de 16 anos para esse tipo de veículo, o que nunca saiu do papel. Agora, depois de ver a Suzuki nadar de braçada com o AN 125 Burgman, finalmente a Honda decidiu reinvestir no segmento dos práticos, versáteis e ágeis scooters com o Lead 110.

À venda a partir de julho, ele tem preço sugerido de R$ 6.250 em São Paulo, mais frete e seguro, e vem nas cores prata, preta, vermelha e dourada. É um valor compatível com o da Biz 125 + (R$ 6.285), embora ela tenha duas outras versões a partir de R$ 4.993, e pouco superior ao do Burgman (R$ 5.990) ou o do Sundown Future 125 (R$ 5.799).

Como é?   Simples e funcional. Logo de cara, agrada o fundo chato. Scooter com túnel central faz lembrar o Chevette, com seu cardã passando pelo meio da cabine que atrapalhava as pernas dos passageiros. O fundo chato facilita o transporte de uma caixa sobre ele, dá liberdade para os pés e facilita o sobe-e-desce. Para fortalecer o chassi e evitar torções, o tanque de gasolina fica sob o piso, cercado por uma estrutura tubular. Dessa forma consegue-se uma boa rigidez sem recorrer ao túnel central.

O motor do Lead é de quatro tempos, arrefecido a líquido e com injeção eletrônica. Graças a esse conjunto de tecnologia, consegue a potência equivalente à da Biz 125 com menor capacidade volumétrica: 9,2 cv a 7.500 rpm com apenas 108 cm³; o torque máximo é de 0,97 m.kgf a 6.000 rpm. Seu desempenho não se mostra nada de espantoso, e nem poderia, mas a maior qualidade desse motor é o baixíssimo nível de vibração. O funcionamento é tão “liso” e silencioso que se chega a pensar que não está ligado. E a Honda até eliminou os pesos nas extremidades do guidão, porque quase não há vibração nas mãos.

Na hora de calçar um scooter os engenheiros devem ficar num dilema: que medida de roda usar, de 10, 12 ou 16 polegadas? Dez (Burgman 125) é pequena e sofre demais nos buracos. Se usar 16 (Yamaha Neo 115), ele deixa de ser scooter e vira motoneta. Então a solução é 12 pol, porque é um pouco maior que 10 e continua sendo scooter “de raiz”. Continua

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Data de publicação: 13/6/09

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