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Apresentação

Crescimento bem-vindo

Além de 50 cm³ adicionais, as novas Hondas Tornado
e Twister 250 evoluem no visual e na suspensão

Texto: Emerson Costa - Edição: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

No recente Guia de Compras das motos de 400 a 500 cm³ (saiba mais), esboçamos o roteiro que um motociclista poderia seguir até atingir um modelo de topo, uma 1.000 cm³ ou mais. No entanto, diversos fatores colocam essa teoria em xeque. Seja porque os motociclistas acreditam que as pequenas (entre 125 e 250 cm³) satisfazem suas necessidades, ou porque o preço proibitivo das grandes -- e mesmo médias -- bloqueia o cumprimento desse roteiro.

Atenta a isso, a Honda desenvolveu mais dois modelos de 250 cm³ para atuar nessa faixa, uma vez que já oferecia 125 cm³ (CG Titan) e 200 cm³ (CBX Strada, XR e NX). Os lançamentos são de estilos opostos: a estradeira CBX 250 Twister e a NX 250 Tornado, de uso misto. A princípio sugerem a canibalização dos próprios produtos de 200 cm³, porque o desempenho não tem disparidades significativas: a Strada tem 19 cv e a Twister 24 cv; a XR 200 tem 18 cv e a Tornado 23 cv.

Desenho da CBX 250 Twister é moderno e esportivo, com destaque para as laterais em prata que parecem compor o quadro; observe o disco perfurado de bom diâmetro e a suspensão monoamortecida

Mas a marca entende que a diferença de 50 cm³ é suficiente como parâmetro para divisão de categoria. Portanto, anuncia que continuarão sendo produzidas a CBX 200 Strada e a XR 200. Já a NX 200 sai de linha não por causa dos novos produtos, mas por seu fraco desempenho em vendas (algo comum com as pequenas funbikes, ou motos de diversão), que se explica também pelos 12 anos decorridos desde seu lançamento como NX 150.

As novas motocicletas têm motor de 250 cm³ inédito mundialmente, com quatro válvulas e duplo comando no cabeçote. Outra novidade fica por conta do câmbio de seis velocidades, que aproveita melhor a potência do motor, além de radiador para a refrigeração do óleo. Seguem a mesma receita que compõe a Strada e a XR, como o compartilhamento da mesma motorização.

Motor de duplo comando e quatro válvulas chega a 24 cv na Twister. Seu painel tem
desenho moderno e indicação digital de combustível, relógio e hodômetros

Como a Strada, a Twister é uma naked (moto "nua", sem carenagem) de perfil urbano. Beirando uma década de existência, sua antecessora ainda parecia atual, mas com a chegada do novo modelo, o peso da idade acentuou-se em seu desenho.

O maior diferencial da Twister em relação à Strada está na suspensão traseira monoamortecida -- que além de muito mais eficiente, confere um charme esportivo ao desenho, eliminando os ultrapassados dois amortecedores que agrediam o visual. Outro ponto forte está nas linhas mais retas e de personalidade, mescladas com elementos ovais e circulares, como o farol e os corpos do velocímetro e conta-giros.

Apesar do aumento de preço significativo sobre a CBX 200 Strada, a Twister deve conquistar boa parte dos compradores de estradeiras de estilo naked, sem carenagem

Curiosidade são as tampas laterais em forma triangular e no tom cinza, que sugerem ser as traves do quadro -- um efeito interessante. Para completar o visual esportivo há o escapamento delgado e preto, mas com ponteira cromada, e pneus de perfil baixo sem câmara calçando largas rodas de liga leve de 17 pol.

No painel, o velocímetro e conta-giros possuem controle eletrônico e uma luz-piloto indica o descanso lateral abaixado. A surpresa está no visor central de cristal líquido, que comporta hodômetros totalizador e parcial, marcador de combustível e relógio digital. A Honda equipou essa pequena com muitos itens que deveriam ter equipado a CB 500.
Continua

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