




Destaques da Hornet: desenho
atraente, motor de alto rendimento e capaz de atingir 13.000 rpm, o
robusto escapamento com uma só saída e o bonito painel, embora falte o
marcador de combustível |
Depois que a Honda brasileira suspendeu a produção da CB 500, meses
atrás, muitos tiveram a expectativa de que ela fosse substituída pela
CBF 500, lançada no exterior no ano
passado, com
mecânica e faixa de preço similares. Mas a empresa resolveu ousar e
trouxe-nos, na mesma categoria de cilindrada mas em segmento de
mercado superior, a CB 600 F Hornet.
Definida como uma esportiva naked (nua), pela ausência de
carenagem, ela representa aumentos importantes sobre a CB: tem quatro
cilindros em vez de dois, potência de 96,5 cv ante 54 e, naturalmente,
preço bem mais alto. A Honda não divulgou quanto, mas se pode esperar
algo próximo dos R$ 33,5 mil que custa a Suzuki Bandit N 600, sua
única concorrente nacional. Se confirmado, será a topo-de-linha da
marca entre os modelos produzidos no Brasil (a fabricação será em
Manaus, AM) e custará praticamente quatro vezes o preço de uma CBX 250
Twister.
O desenho da Hornet é bastante atraente, com um caráter esportivo que
faltava à CB 500 e que a própria Twister exibe com orgulho. Disponível
em preto e vermelho, tem formas simples que destacam o grande farol
circular (com duas lâmpadas, uma para cada facho), o robusto
escapamento (do tipo 4-em-2-em-1 em aço inoxidável) e as tampas
laterais em prata, em uma simulação de um quadro de alumínio que é
comum à Twister. Ao contrário da CB, o radiador do motor fica bem
visível. A exposição dos belos componentes mecânicos está bem de
acordo com o espírito naked.
O painel tem os instrumentos do mesmo tamanho e marcador de
temperatura, mas não o útil marcador de combustível. Em seu lugar, uma
luz indica que se chegou à reserva. Dois bons recursos são o
imobilizador do motor, com um chip na chave que impede a ignição se o
código interno não for o correto, e o inibidor de engate da primeira
marcha com o apoio lateral abaixado.
Em termos mecânicos, a nova 600 está em patamar bem distinto da 500:
usa um quatro-cilindros em linha de duplo comando e 16 válvulas, que
desenvolve potência de 96,5 cv a 12.000 rpm e torque máximo de 6,43
m.kgf a 9.500 rpm. As altas rotações (pode chegar a 13.000 giros) são
permitidas pelo pequeno curso dos pistões, já que são apenas 150 cm3
por cilindro. Embora no segmento já seja comum o uso de injeção
eletrônica no exterior, a Hornet ainda tem carburadores, quatro a
vácuo.
Apesar do quadro de aço (do tipo diamante, com motor estrutural), o
peso é relativamente baixo, 181 kg. Nas suspensões, um notável -- e há
muito esperado -- avanço sobre a CB 500: a traseira monomola, com
balança de alumínio e ajuste de tensão da mola entre sete posições. Os
freios são superlativos, com dois discos de 296 mm à frente e um de
220 mm atrás, e os pneus radiais são largos: dianteiro 120/70,
traseiro 180/55, ambos em rodas de alumínio de 17 pol. |