A Twister vitaminada

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A Honda inicia a produção nacional da CB 600 F Hornet, uma
esportiva sem carenagem com quatro cilindros e 96,5 cv

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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Destaques da Hornet: desenho atraente, motor de alto rendimento e capaz de atingir 13.000 rpm, o robusto escapamento com uma só saída e o bonito painel, embora falte o marcador de combustível

Depois que a Honda brasileira suspendeu a produção da CB 500, meses atrás, muitos tiveram a expectativa de que ela fosse substituída pela CBF 500, lançada no exterior no ano passado, com mecânica e faixa de preço similares. Mas a empresa resolveu ousar e trouxe-nos, na mesma categoria de cilindrada mas em segmento de mercado superior, a CB 600 F Hornet.

Definida como uma esportiva naked (nua), pela ausência de carenagem, ela representa aumentos importantes sobre a CB: tem quatro cilindros em vez de dois, potência de 96,5 cv ante 54 e, naturalmente, preço bem mais alto. A Honda não divulgou quanto, mas se pode esperar algo próximo dos R$ 33,5 mil que custa a Suzuki Bandit N 600, sua única concorrente nacional. Se confirmado, será a topo-de-linha da marca entre os modelos produzidos no Brasil (a fabricação será em Manaus, AM) e custará praticamente quatro vezes o preço de uma CBX 250 Twister.

O desenho da Hornet é bastante atraente, com um caráter esportivo que faltava à CB 500 e que a própria Twister exibe com orgulho. Disponível em preto e vermelho, tem formas simples que destacam o grande farol circular (com duas lâmpadas, uma para cada facho), o robusto escapamento (do tipo 4-em-2-em-1 em aço inoxidável) e as tampas laterais em prata, em uma simulação de um quadro de alumínio que é comum à Twister. Ao contrário da CB, o radiador do motor fica bem visível. A exposição dos belos componentes mecânicos está bem de acordo com o espírito naked.

O painel tem os instrumentos do mesmo tamanho e marcador de temperatura, mas não o útil marcador de combustível. Em seu lugar, uma luz indica que se chegou à reserva. Dois bons recursos são o imobilizador do motor, com um chip na chave que impede a ignição se o código interno não for o correto, e o inibidor de engate da primeira marcha com o apoio lateral abaixado.

Em termos mecânicos, a nova 600 está em patamar bem distinto da 500: usa um quatro-cilindros em linha de duplo comando e 16 válvulas, que desenvolve potência de 96,5 cv a 12.000 rpm e torque máximo de 6,43 m.kgf a 9.500 rpm. As altas rotações (pode chegar a 13.000 giros) são permitidas pelo pequeno curso dos pistões, já que são apenas 150 cm3 por cilindro. Embora no segmento já seja comum o uso de injeção eletrônica no exterior, a Hornet ainda tem carburadores, quatro a vácuo.

Apesar do quadro de aço (do tipo diamante, com motor estrutural), o peso é relativamente baixo, 181 kg. Nas suspensões, um notável -- e há muito esperado -- avanço sobre a CB 500: a traseira monomola, com balança de alumínio e ajuste de tensão da mola entre sete posições. Os freios são superlativos, com dois discos de 296 mm à frente e um de 220 mm atrás, e os pneus radiais são largos: dianteiro 120/70, traseiro 180/55, ambos em rodas de alumínio de 17 pol.

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Data de publicação: 26/10/04

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