Expresso noturno
Com peculiar acabamento
negro e poucos cromados, a |
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À beira de
completar 100 anos de existência, a Harley-Davidson
garante uma façanha que nenhuma outra marca de veículos,
sejam motos ou automóveis, conseguiu: conservar uma
mesma linha básica em todos os seus modelos, por toda
sua história, sem que isso interfera negativamente nas
vendas. Pelo contrário: a fidelidade ao estilo é que
garante à Harley mercado certo e a paixão de milhares
de aficionados mundo afora. |
O estilo Harley mantém-se há quase um século, mas esta versão de 1.340 cm3 atrai pela sobriedade do acabamento |
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| O copiadíssimo motor de
dois cilindros em V refrigerado a ar dessa Harley é
chamado Evolution OHV pela marca. A sigla, de over
head valve, indica que possui as válvulas no cabeçote
e não o comando, que fica no bloco. Tem lubrificação
por cárter seco; o reservatório de óleo fica sob o
banco. Os cilindros estão inclinados a 45 graus e a
cilindrada chega a 1.338 cm³, um dos maiores motores da
empresa -- há versões de 1.450 cm³. Mais que a potência máxima de 58,5 cv a 5.000 rpm, a Night Train cativa pelo torque máximo de 7,9 m.kgf disponível já a 3.500 rpm -- uma força em médios regimes característica de toda custom. O ronco que sai pelo escapamento é grave, cadenciado e único -- para dar um basta às cópias, a Harley-Davidson o patenteou nos Estados Unidos. A velocidade máxima fica em torno dos 170 km/h: nada mal para uma motocicleta que não tem compromisso com a aerodinâmica e sim com o conforto. No entanto, acima de 120 km/h -- velocidade ideal de cruzeiro -- a vibração é incomoda e causa desconforto. |
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Mais que os 58,5 cv de potência, o que importa no tradicional V2 da Night Train (aqui mostrado em outra versão da Harley) é o elevado torque, 7,9 m.kgf, para um dirigir tranqüilo e prazeroso |
| Os instrumentos descansam
sobre o tanque. Há um velocímetro com escala até 220
km/h, hodômetros digitais em mostrador único e luzes-piloto
-- e só. O destaque fica por conta de um grande botão
de ignição, que elimina o contato e sua chave. Basta
girá-lo para a esquerda e acionar o interruptor da
partida elétrica. Para a direita ele mantém as luzes
acesas e o travamento é feito com o botão na posição
central, através de uma típica chave Harley octogonal. Algumas soluções são bastante úteis, como as luzes de direção desativadas automaticamente ao se acelerar a moto após dobrar uma esquina, por exemplo -- há também a possibilidade de desligá-lo com um segundo toque no botão. O descanso lateral conta com um sistema de mola e alavanca, que o deixa leve quando está recuado e se permite suaves balanços quando baixado. Mas é tão eficaz que não desarma mesmo se a motocicleta for estacionada em uma ladeira. O suporte da placa foi colocado diretamente no quadro, para eliminar ruídos causados pela vibração. O tanque é divido em dois, mas há ligação entre os lados através de uma mangueira estreita, que visa a impedir que o combustível passe rapidamente de um lado para outro; por isso é necessário encher as duas cubas na hora do abastecimento. Por tendência, os lados esvaziam igualmente quando são completados na mesma proporção. |
Seja com roda raiada, como na foto, ou lenticular, como na Night Train, a traseira de uma Harley tem caráter: transmissão por correia, grande freio a disco e amortecedores ocultos para lembrar as antigas "rabo-duro" |
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| A alimentação do motor
é feita através de uma única torneira de combustível,
que se fecha automaticamente por vácuo quando o motor é
desligado. O guidão é reto, curto e montado numa posição
alta. Isso facilita manobras no trânsito urbano, mas não
aquelas em baixa velocidade. Por fim, duplos amortecedores traseiros estão na horizontal e debaixo do motor, para que o visual lembre as antigas e clássicas suspensões "rabo duro", que eram rígidas. Como itens que identificam prontamente uma Harley-Davidson há a roda traseira lenticular e a transmissão por correia dentada em vez de corrente metálica. Continua |
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