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Quanto vale pilotar uma
lenda de mais de um século? Não, não se trata de Harley ou Indian, mas
da inglesa Norton, fundada em 1898 e que produziu sua primeira moto em
1902. Em 1969 ela marcava a história das duas rodas com a Commando,
que teve versões de 750 e 850 cm3, mas oito anos depois desaparecia do
mercado.
Kenny Dreer, de Portland, Oregon, nos EUA, é dono da Vintage Rebuilds,
oficina de restauração de motos clássicas inglesas e italianas. Em
1999 lançava a Norton Commando VR 880, de construção artesanal, que
teve 50 unidades construídas até o anúncio de uma nova versão,
atualizada na mecânica, mas com o visual clássico dos anos 1960 ― e
que você vê nesta página.
A Commando 952 chega à linha 2005 com técnica moderna. O motor mantém
os dois cilindros paralelos, mas agora tem a caixa de câmbio (de cinco
ou seis marchas, à escolha do cliente) integrada, 952 cm3 em vez dos
antigos 836, árvore de balanceamento
para conter as vibrações e novos órgãos internos. Com refrigeração a
ar e óleo, a potência é estimada em 80 cv a 7.000 rpm, na roda
traseira, e o torque a 9,8 m.kgf a 5.250 rpm.
Toda a parte ciclística foi atualizada, como o quadro (de aço e com
reservatório de óleo na viga principal), os amortecedores traseiros
Öhlins (a gás com reservatório externo) e o garfo da mesma marca. Os
freios Brembo Gold Line, com três grandes discos (de 300 mm à frente e
220 atrás), garantem as paradas, e os pneus são modernos 120/70-17
(dianteiro) e 180/55-17 (traseiro). A moto pesa aceitáveis 181 kg.
Os primeiros compradores pagarão US$ 20 mil, nos EUA, pela série
limitada Kenny Dreer de 200 unidades, enquanto os modelos posteriores
ficarão em US$ 15 mil. É cara? Bem, você poderia ter uma Honda
Nighthawk 750, de tecnologia pouco inferior e com proposta similar,
por menos de US$ 6 mil. Mas o charme de rodar sobre uma lenda tem seu
preço. |