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A resposta da líder

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Quatro meses depois da Yamaha XTZ 125, a Honda contra-
ataca com a NXR 125/150 Bros, irmã menor da Tornado

Texto: Fabrício Samahá - Colaboração: Geraldo Simões - Fotos: divulgação

A Yamaha deve ter comemorado como poucas vezes a dianteira que assumiu em setembro do ano passado: ao lançar a atraente XTZ 125, deixava a líder Honda bastante defasada em um segmento de grande importância, o das pequenas motos de uso misto. A veterana XLR 125, com estilo baseado na XR 200 R de 1994 e o motor da CG Titan, perdia muito de seu apelo diante da nova concorrente. Mas a resposta da Honda foi muito rápida.

Se a XLR nasceu inspirada na XR, sua sucessora só poderia surgir como irmã menor da XR 250 Tornado, que por seus atributos de beleza e desempenho conquistou rapidamente uma fatia do mercado. A apresentação pela matriz japonesa da XR 125 L (veja boxe), no Salão de Munique, na Alemanha, indicava como seria a nova moto produzida em Manaus, AM.

Clique para ampliar a imagem Na versão 125 (ao lado) ou na 150 (acima), as mesmas linhas arrojadas e atraentes, que logo identificam a NXR com as Hondas maiores de uso misto, a Tornado e a Falcon

A Honda optou, porém, por trazer de volta a sigla NX, utilizada por 12 anos nos modelos de 150 e 200 cm3. O nome completo é NXR 125 Bros KS (com partida a pedal), ES (com partida elétrica) ou NXR 150 Bros ESD (com a elétrica e freio dianteiro a disco). São disponíveis nas cores branca, vermelha e azul. O nome Bros -- forma abreviada de brother, irmão em inglês --, curiosamente, foi utilizado no Japão apenas na estradeira NT de 400 e 650 cm3.

O estilo da NXR é dos mais atraentes. O farol pequeno, as aletas do tanque, a carenagem e as laterais remetem diretamente às Hondas maiores, a Tornado e a NX4 Falcon. A roda dianteira de 19 pol -- e não 21 pol como habitual -- confere um ar mais estradeiro e traz agilidade nas mudanças de direção. Mas não é novidade em absoluto: a primeira uso-misto brasileira, a Yamaha TT 125, já usava essa medida. As diferenças entre a 125 e a 150 limitam-se a detalhes, como a proteção do escapamento (cromada na 150) e os logotipos, embora nesta última se note o freio dianteiro a disco, indisponível naquela.

No painel, a ausência de conta-giros, lamentável em motores de menor cilindrada

Como tem sido freqüente nas últimas uso-misto, o painel é básico e não traz conta-giros, um sério inconveniente nesta cilindrada, em que o motor é facilmente levado a alta rotação. O banco é baixo -- 82 cm do solo -- para facilitar o uso por mulheres e pilotos de menor estatura, tem espuma macia e um segundo nível para o garupa. Grande conquista foi a posição de pilotagem, muito mais confortável e espaçosa para piloto e garupa. A distância entre o piloto e o guidão aumentou; o tanque cresceu de 8,5 para 12 litros. Continua

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Data de publicação: 18/1/03

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