


As linhas agradáveis da Pop
transmitem um ar mais robusto que o das motonetas, no que ajudam o
pára-lama dianteiro alto e as rodas de 14 e 17 pol


Com painel essencial e tanque
abaixo do banco, a Pop 100 mostra desempenho adequado para o uso
urbano, em que se destacam o peso e a altura contidos |
Dona quase absoluta do mercado nacional de duas rodas — mais de 80% —,
a Honda resolveu motorizar ainda mais os brasileiros e para isso
lançou a motocicleta Pop 100, ao preço de R$ 3.990 (São Paulo), fora
frete e seguro. A produção começa em janeiro e as vendas, em
fevereiro. A pequena moto, que ocupa um segmento inferior ao da
C 125 Biz, é uma solução que reúne conceitos
conhecidos e novos de estilo e o resultado prático é muito bom.
Honesto, sobretudo.
O Best Cars esteve na apresentação da nova Honda, sexta-feira
(8/12), e experimentou-a rapidamente num pequeno circuito preparado no
estacionamento do local do evento, o Transamérica Expo Center, na
capital paulista. É fácil de pilotar por qualquer pessoa. Bem leve,
apenas 88 kg em ordem de marcha, sobre ela mesmo as pessoas mais
baixas não têm dificuldade apoiar os dois pés no chão quando
necessário. A altura do banco ao solo é de apenas 74,9 cm e colocá-la
em funcionamento por pedal é fácil.
O motor é o mesmo monocilíndrico horizontal de 97,1 cm³, com comando
no cabeçote e arrefecido a ar, usado antes na C 100 Biz e substituído
pelo de 125 cm³ em agosto de 2005. Com potência de 6,5 cv e torque de
0,72 m.kgf, responde bem em qualquer faixa de rotação. O desempenho,
compatível com a proposta de transporte pessoal de baixo preço, não
decepciona. A Honda, lamentavelmente, não informa desempenho e
consumo, a exemplo de seus automóveis, mas se pode esperar chegar a
100 km/h e obter consumo entre 35 e 40 km/l.
A embreagem é manual, pela manete esquerda, e o câmbio é de quatro
marchas (N-1-2-3-4), subindo-as para baixo e reduzindo-as para cima,
sem neutro entre primeira e segunda, o que facilita a condução aos
iniciantes. O piloto tem a opção de usar o calcanhar para reduzir.
Instrumentos, só velocímetro e hodômetro. A posição de pilotagem,
ereta graças ao guidão alto, é adequada. O acesso ao tanque de
combustível de quatro litros é feito levantando o banco para frente,
com fecho a chave.
Atenção foi dada aos cursos das suspensões (100 mm na frente e 83 mm
atrás) para enfrentar melhor a buraqueira, lombadas e valetas urbanas.
Como na Biz, as rodas dianteira e traseira são de 17 e 14 pol, na
ordem, vantagem sobre as motonetas. Os freios a tambor são suficientes
para o desempenho e peso da Pop. São quatro cores: azul, amarelo,
preto e vermelho, pigmentadas no plástico do pára-lama dianteiro e
carenagem. A garantia é de um ano sem limite de quilometragem.
A Pop 100 disputará mercado com a Kasinski Win 110 (R$ 4.290)
e a Sundown Web 100 (R$ 4.374), enquanto a
Yamaha Neo AT 115 (R$ 6.087) e a
Suzuki AN 125 Burgman (R$ 5.990) ficam na faixa da Biz. A previsão
é vender 150.000 unidades já no primeiro ano. Mais um vôo alto da
Honda, que chegou ao Brasil em 1971 e já acumula 35 anos de
atividades. Tão alto quanto o do HondaJet, jato executivo produzido
pela empresa que foi exibido num breve vídeo durante a apresentação da
Pop 100, cuja tocante mensagem foi: "Sempre tivermos asas no nosso
nome. Agora podemos voar".
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