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Os
fãs de supermotos estão acostumados — ao contrário dos que
acompanham supercarros — a ver remodelações freqüentes, em que dois
anos parecem tempo suficiente para o projeto ser extensamente
revisto. Mas há motos que rompem esse hábito, como a GSX 1300 R
Hayabusa da Suzuki. A versão lançada em 1998
recebeu apenas modificações sutis até que, no ano passado, fosse
lançada uma geração toda nova para a linha 2008.
Ao olhar para a nova "Busa", a sensação pode ser a de ver o antigo
modelo. Permanecem lá as formas imponentes e arredondadas, com o
grande farol (com um refletor elipsoidal
embaixo e um de superfície complexa
acima dele) que simula um olhar agressivo e o ideograma em japonês
na carenagem. Na verdade, todos os componentes visuais são inéditos
e refletem um cuidadoso estudo aerodinâmico, que inclui posição de
pilotar mais inclinada à frente e banco rebaixado em 17 mm.
Ao contrário de outras marcas, que têm aplicado mostradores digitais
com freqüência, a Suzuki manteve o painel analógico na Hayabusa,
mais fácil de ler em alta velocidade. Apenas relógio, indicador de
marcha e do modo de condução são digitais. A graduação do
velocímetro até 300 km/h mostra que esta não é uma moto qualquer...
O seletor de modo de condução, Suzuki Drive Mode Selector (S-DMS), é
outra novidade, embora já conhecida da GSX-R 1000. Um comando junto
à mão direita permite a escolha entre três mapeamentos para a
central eletrônica, de modo a adaptar as respostas do acelerador ao
tipo de uso do momento. O primeiro modo é o desempenho máximo, no
qual o seletor está quando se dá a partida; o segundo busca
suavidade na entrega da potência, mas reduz ligeiramente seu valor
máximo; e o terceiro destina-se a superfícies de baixa aderência, em
que a potência disponível é bem menor e fornecida com linearidade.
O motor de quatro cilindros em linha e 16 válvulas tem várias
alterações: cilindrada aumentada de 1.299 para 1.340 cm³, pistões
forjados mais leves e resistentes, taxa
de compressão elevada de 11,5:1 para 12,5:1, válvulas de
admissão e de escapamento em titânio, novas borboletas de
aceleração, dois injetores de combustível por cilindro. O resultado
foi um ganho de potência de 173 para 194 cv e de torque máximo de
14,1 para 15,7 m.kgf. Apesar do peso expressivo de 220 kg a seco,
podem-se esperar números impressionantes de aceleração e velocidade
máxima.
Com quase a mesma distância entre eixos da anterior, a parte
ciclística inclui quadro mais leve e amortecedor de direção. As
suspensões usam garfo invertido Kayaba e amortecedor traseiro KYB e
nos freios, apesar da redução de diâmetro dos discos à frente de 320
para 310 mm, a adoção de pinças Tokico de montagem radial garante
maior eficiência.
A Hayabusa está mesmo mais abusada do que nunca.
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