Classicismo com toque atual

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Novo topo de linha da família Boulevard da Suzuki, a M109R
alia mecânica moderna ao sabor tradicional das cruisers

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

A linha Boulevard da Suzuki, que compreende seus modelos dos gêneros custom e cruiser, tem uma nova opção de topo para 2006: a M109R. M representa muscle (músculo), o que ela tem de sobra, e 109 é sua cilindrada em polegadas cúbicas, que corresponde a respeitáveis 1.786 cm3. É um tremendo volume para um motor que, dentro da tradição da categoria cruiser, possui apenas dois cilindros em "V". Cada pistão tem 112 mm de diâmetro e 90,5 mm de curso.

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As velhas regras, no entanto, param por aí. A M109R (Intruder M1800R em alguns países) dispensa o tradicional comando de válvulas no bloco, preferindo duas árvores de comando em cada cabeçote, quatro válvulas e duas velas por cilindro. Outros toques de modernidade são a lubrificação com cárter seco, as bielas de aço cromolibdênio, o controle de marcha-lenta (que evita vibrações acima do desejável nessa condição) e um sistema de dupla borboleta de aceleração. No escapamento, do tipo 2-em-1-em-2, há uma válvula de controle de passagem que melhora o torque em baixa rotação... como se fosse preciso.

A Suzuki não informa potência e torque do grande V2, mas não resta dúvida de que são, como dizia a Rolls-Royce, "suficientes". Basta olhar o imenso pneu traseiro, de 240 mm de seção, mais largo que os de muito carro esporte. A força do motorzão chega ali por um cardã, depois de passar pelo câmbio de cinco marchas.

A M109R não economiza atualidade na ciclística, com uma balança traseira de alumínio e freios com dois discos de 310 mm à frente e um de 275 mm atrás. O quadro, porém, é de aço e não de alumínio, como na concorrente Yamaha Warrior, o que contribui para o elevado peso de 315 kg a seco. Kawasaki Mean Streak e Honda Valkyrie Rune 1800 são outras adversárias.

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Para completar, um belo resultado estético, em que as tendências clássicas da categoria parecem se unir a um tempero do século 21. A lanterna traseira usa LEDs e o painel divide-se entre o guidão (onde fica o conta-giros digital) e o tanque de 19,3 litros, que aloja o velocímetro analógico.

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Data de publicação: 13/12/05

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