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Classicismo com toque atual
Novo topo de linha da
família Boulevard da Suzuki, a M109R |
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A linha Boulevard da Suzuki, que compreende seus modelos dos gêneros custom e cruiser, tem uma nova opção de topo para 2006: a M109R. M representa muscle (músculo), o que ela tem de sobra, e 109 é sua cilindrada em polegadas cúbicas, que corresponde a respeitáveis 1.786 cm3. É um tremendo volume para um motor que, dentro da tradição da categoria cruiser, possui apenas dois cilindros em "V". Cada pistão tem 112 mm de diâmetro e 90,5 mm de curso. As velhas regras, no entanto, param por aí. A M109R (Intruder M1800R em alguns países) dispensa o tradicional comando de válvulas no bloco, preferindo duas árvores de comando em cada cabeçote, quatro válvulas e duas velas por cilindro. Outros toques de modernidade são a lubrificação com cárter seco, as bielas de aço cromolibdênio, o controle de marcha-lenta (que evita vibrações acima do desejável nessa condição) e um sistema de dupla borboleta de aceleração. No escapamento, do tipo 2-em-1-em-2, há uma válvula de controle de passagem que melhora o torque em baixa rotação... como se fosse preciso. |
A
Suzuki não informa potência e torque do grande V2, mas não resta
dúvida de que são, como dizia a Rolls-Royce, "suficientes". Basta
olhar o imenso pneu traseiro, de 240 mm de seção, mais largo que os de
muito carro esporte. A força do motorzão chega ali por um cardã,
depois de passar pelo câmbio de cinco marchas. Para completar, um belo resultado estético, em que as tendências clássicas da categoria parecem se unir a um tempero do século 21. A lanterna traseira usa LEDs e o painel divide-se entre o guidão (onde fica o conta-giros digital) e o tanque de 19,3 litros, que aloja o velocímetro analógico. |
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