A campeã se rejuvenesce

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Depois de 28 anos, a CG 125 dá lugar à CG 150 Titan,
com novo motor de 14,2 cv e mais uma reforma visual

Texto: Bob Sharp e Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Em time que está ganhando também se mexe, diria a máxima do futebol se aplicada aos automóveis e motos. Depois de 28 anos de liderança no mercado de duas rodas e mais de 3,5 milhões de unidades produzidas (para exportação inclusive), a Honda mostra agora o que talvez seja a maior alteração técnica na CG, desde o lançamento em 1976: um motor de 150 cm³, com comando de válvulas no cabeçote, em substituição ao veterano 125 de comando no bloco.

O nome Titan, introduzido em 1994 por ocasião de uma mudança visual (leia história), foi mantido, mas a moto agora se chama CG 150 Titan e recebeu atualizações estéticas e mecânicas. Permanecem as versões KS (com partida a pedal), ES (partida elétrica) e ESD, que além do motor de partida adiciona freio dianteiro a disco e suporte do pedal de apoio do passageiro fixado ao quadro, e não à suspensão traseira.

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Tanque e componentes plásticos são novos, para marcar a estréia do motor de 150 cm3

Esta é considerada a sexta geração da CG. A grande mudança em relação ao modelo de 125 cm³ — cuja produção se encerra — é o motor de 150 cm³ com comando no cabeçote, apoiado em rolamentos e acionado por corrente, e balancins roletados. A disposição das válvulas em ângulo resultou em câmara de combustão hemisférica, o que possibilitou taxa de compressão de 9,5:1. Apesar da mesma cilindrada, o propulsor não é compartilhado com o da NXR 150 Bros.

A potência passou de 12,5 cv a 8.250 rpm para 14 cv a 8.000 rpm e o torque agora é de 1,35 m.kgf a 6.500 rpm, ante 1,0 m.kgf a 1.000 giros mais. O resultado é mais desempenho e elasticidade. O funcionamento é bem mais suave em razão do emprego de árvore de balanceamento. A Honda anuncia economia de combustível da ordem de 15% e intervalo de troca de óleo do motor e câmbio ampliado de 1.500 para 4.000 km.

O comando no cabeçote é a maior novidade, mas há outras, como balancim roletado e um sistema para reduzir as vibrações. Potência e torque passam a 14,2 cv e 1,35 m.kgf

Outras novidades são a relação diâmetro/curso praticamente quadrada (57,3 x 57,8 mm, contra 56,6 x 49,5 mm do antigo), pistão ultraleve (89 g ante 96 g) e com jato de óleo para arrefecimento, menores tolerâncias internas e filtro de ar do tipo cartucho de papel (mais barato). Além do motor, a 150 traz quadro reestudado e com maior rigidez torcional, suspensões de maior curso (130 mm a dianteira e 101 mm a traseira, contra 115 e 82 mm da versão antiga) e tanque com um litro a mais de capacidade (de 13 para 14 l).

A nova CG evoluiu em muitos aspectos, a começar pelo estilo, criado no Brasil por estilistas brasileiros. O farol com refletor de superfície complexa agora acende-se sempre que a ignição é ligada e foi reestudado para maior alcance. Os instrumentos foram redesenhados, a parte anterior possui formato aerodinâmico e, apesar de não haver conta-giros (antiga reivindicação de seu público), o alcance em cada marcha é indicado no velocímetro, o que bem poderia ser imitado pela indústria automobilística. Os alcances são 35 km/h em primeira, 57 em segunda, 80 em terceira, 105 em quarta e 125 em quinta. Continua

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Data de publicação: 5/2/04

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