Guerreira das estradas
Quadro
e suspensão de alumínio, estilo agressivo e |
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O mundo não mais se satisfaz com velhos parâmetros. Há alguns anos, o piloto de qualquer moto esportiva -- totalmente carenada, claro -- brigava para domar o ímpeto do motor em subir de giros, sentava-se com as mãos quase na altura dos pés e, invariavelmente, terminava o passeio pelo calçadão da praia com dores nos braços. Enquanto isso, os admiradores das
customs curtiam uma posição de pilotagem cômoda, um bom torque em baixa rotação, mas se enfureciam ao encarar uma estrada sinuosa com suas motos de comportamento dinâmico medíocre. |
| Farol, tanque
e pára-lamas pequenos: a prioridade no estilo é para os elementos
mecânicos, como o motorzão de dois cilindros em V que domina a vista
lateral |
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A fusão de categorias mudou tudo isso. Hoje há esportivas plenamente aptas ao uso em passeio, e existem
customs capazes de tomar curvas com vigor sem sustos. Mas o maior ícone dessa combinação do "melhor de dois mundos" parece ser uma Yamaha de porte imponente e aparência agressiva, apresentada no Salão de Tóquio de 2001. Seu nome: Road Star
Warrior. |
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O pneu traseiro tem 200 mm
de seção, a maior entre as motos de rua hoje, mas os 14,3 m.kgf de
torque (medidos na roda) ainda permitem certos abusos... |
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A Warrior baseia-se no motor V2 de 1.670 cm3 da Road Star convencional, preparado para um ganho de 40% em potência
e instalado em um quadro de alumínio, com suspensões derivadas das que servem à superesportiva
YZF R1. Cada pistão tem 97 mm de diâmetro e 113 mm de curso, deslocando 835 cm3, uma das maiores cilindradas unitárias já vistas numa moto de série. |
| A Warrior
permanece fiel à refrigeração a ar e ao comando no bloco, ao
contrário das recentes Honda VTX e Harley V-Rod. A transmissão usa
correia dentada, para manutenção simples e baixa massa não-suspensa |
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As cinco marchas são mais que
suficientes dado o generoso torque do motor, que infelizmente não é informado, assim como a potência e os índices de desempenho. A Yamaha fornece apenas medições na roda traseira (no motor os valores seriam bem maiores): 79,9 cv a 4.400 rpm e 14,3 m.kgf a 3.500 rpm. E garante que sua guerreira efetua o quarto-de-milha (aceleração de 0 a 402 metros) junto da
Honda VTX 1800. Continua |
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