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O desenho da rabeta é o ponto
mais original da nova R6, que ganha válvula de escapamento e uma
versão com as cores (amarelo e preto) das Yamahas de competição |
Às
vésperas de festejar seu primeiro cinqüentenário, a Yamaha resolveu
antecipar a reformulação da esportiva YZF R6. A nova edição chega
apenas um ano depois da última reformulação, em uma quebra do ritmo
bienal que tem sido o padrão das marcas japonesas nesta categoria.
O desenho levou a esportividade a extremos, com uma rabeta afilada
(que talvez seja o segundo ponto mais alto da moto, perdendo só da
carenagem), escapamentos laterais curtos e compactos, bico da
carenagem mais baixo e uma extensão de alumínio na traseira, onde
ficam pára-lama, luzes de direção e suporte de placa. O resultado é
bem interessante, dentro do estilo ousado que os apreciadores desse
tipo de moto esperam.
No motor de quatro cilindros em linha, o objetivo de ganhar rotações
levou a novo aumento do diâmetro dos cilindros e redução do curso dos
pistões, o que manteve a cilindrada dentro do limite de 600 cm3. A
válvula de escapamento EXUP, que controla a exaustão de gases para
melhorar o torque em baixa e média rotação, está presente pela
primeira vez em uma Yamaha média. Os dados de potência, contudo, ainda
não foram divulgados. O novo quadro conserva o entreeixos do anterior,
mas sua geometria faz esperar melhor estabilidade direcional. A
suspensão traseira inclui nova opção de regulagem do amortecedor.
Como não poderia deixar de ser, a nova R6 oferecerá uma versão de
cores em amarelo e preto, usada nas provas de MotoGP e que a Yamaha
escolheu para comemorar os 50 anos. Quem concordar que ainda não era o
momento de reprojetar a moto, porém, terá uma opção: em alguns
mercados será possível pagar menos e ficar com a versão anterior, só
que registrada como modelo 2006.
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