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Mad Max, Dodge Viper de duas rodas, Schwarzenegger das motos: vários
apelidos expressavam a admiração dos entusiastas pela
Yamaha V-Max, uma clássica lançada em 1984
e produzida por 24 anos sem grandes alterações. Mas o tempo passa
para todos e era preciso modernizar a Max, adequando-a a novos
padrões de desempenho, eficiência e comportamento dinâmico.
Disponível apenas na cor preta, a V-Max 2009 preserva da original
apenas a proposta e a inspiração de estilo, em que o enorme motor de
quatro cilindros em "V" toma conta e parece tornar todo o resto
supérfluo. Continuam também as tomadas de ar elevadas junto ao que
seria o tanque de combustível (o verdadeiro fica sob o banco). O
conjunto foi atualizado, mas sem perder a identidade. Para o piloto,
o painel traz apenas o conta-giros analógico: o restante (incluindo
cronômetro e indicador de consumo) aparece em um visor digital do
tipo eletroluminescente.
No novo motor a cilindrada cresceu de 1.198 para 1.679 cm³, mediante
cilindros de maior diâmetro, sem alterar o curso dos pistões. O
ângulo entre as bancadas passou de 70° para 65°. A eletrônica agora
gerencia não só a injeção de combustível, como também o
coletor de admissão variável e o
acelerador. Com isso, a potência foi
elevada para 200 cv a 9.000 rpm e o torque para 17 m.kgf a 6.500
rpm. Como antes, o câmbio tem cinco marchas e a transmissão final é
a cardã, mas agora os pistões são forjados e o silenciador vem em
titânio.
Material mais leve também foi usado no quadro, desta vez de alumínio
e com distância entre eixos ampliada de 1,59 para 1,70 metro. O que
não significa que a V-Max emagreceu: são 310 kg. A suspensão
traseira afinal abandona as duas molas, em favor do sistema monomola,
e como a dianteira permite várias regulagens. Os grandes freios a
disco dianteiros (320 mm) usam pinças radiais; o traseiro é de 298
mm e ambos contam com sistema antitravamento (ABS). As rodas de 18
pol usam pneu 120/70 à frente e um robusto 200/50 atrás.
Os críticos apontavam a V-Max como uma moto insensata, potente
demais para sua ciclística. Esta nova geração promete atendê-los e
renovar a paixão dos fãs para, quem sabe, os próximos 24 anos.
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