|
Bolso inibe a tecnologia
|
|
|
A SAE -- em tradução, Sociedade de Engenheiros Automobilísticos -- faz em São Paulo, de 19 a 22 de novembro, o X Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade. A ocasião é usual antecipação do que vem por aí em tecnologia automobilística aplicada ao mercado brasileiro. E também, foro de debates sobre problemas, tendências, críticas, soluções da indústria da mobilidade no Brasil. |
|
|
Tecnologia
Nesta espécie de salão tecnológico, há novidades e oportunidades para que técnicos e executivos de fabricantes de veículos e de autopeças apresentem pontos de vista, conquistas operacionais e novidades em sistemas e máquinas. Uma das novidades é o novo motor International, equipamento para os picapes Ranger, da Ford. Totalmente recriado -- como esta Coluna informou em primeira mão --, é uma nova família, a Power Stroke, marcada por utilizar um sistema turboalimentador chamado de TGV, Turbo de Geometria Variável. |
Austrália e estuda vender no Brasil. |
|
Discrepância
A questão institucional deve surgir no rastro das palestras, debates e análises, baseada numa encruzilhada do mercado automobilístico brasileiro, cuja engenharia de veículos tem pontos de excelência, de adequação ou desenvolvimento de produtos locais, superiores até aos de origem -- como o motor Ford RoCam, cuja liga do bloco do motor foi desenvolvida no Brasil, ou o diesel MWM Sprint. |
como aplicar itens de tecnologia num mercado onde 70% dos números de vendas é de veículos com motores até 1.000 cm3? E que a faixa de mercado considera, em vez da segurança, o preço menor ou a prestação de valor mais
baixo? Na prática, a troca da opção de sistema antitravamento (ABS) dos freios ou as bolsas infláveis, dois salva-vidas, por supérfluos como as rodas de alumínio ou um toca-discos. |
|
Juro zero. Desconto idem.
Várias fábricas e importadoras seguiram o caminho aberto pela General Motors do Brasil, vender veículos com entrada e mais 12 prestações sem juros, o chamado Juro Zero. Bons resultados levaram esta marca a dilatar o prazo para 24 meses, seguido por outras marcas. A idéia veio da matriz norte-americana, no contorno à queda de 30% nas vendas desde o 11 de setembro. País e economia baseados
no consumo que garante empregos e impostos. |
No Brasil as fábricas optaram por criar facilidades aquisitivas através do financiamento sem ônus. Mantido intocado o preço sugerido, a fatia não concedida como desconto compensa os juros de financiamento. Evidentemente, descontos existirão para os compradores que desejarem pagamento à vista. Mas, quem optar pelo
juro zero, não terá desconto. Ou desconto no preço sugerido, ou financiamento a
juro zero. |