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Jornalista especializado, resumia Roberto Bógus, um dos ícones da atual geração de executivos da indústria automobilística, é como aquele sujeito que vai à maternidade conhecer o filho recém-nascido do amigo, e mal a enfermeira mostra a criança, antes mesmo de fazer qualquer referência sobre o bebê, pergunta de chofre: "E o próximo, quando virá?".
Esta síndrome que mescla interesse profissional com curiosidade desabrida atinge o Tupi, nome-código do próximo Volkswagen. Pois nem bem o Polo, mais assinalativo dos Volkswagens nacionais, começou a ser vendido, dentro de um monumental esforço, as especulações se voltam para este projeto gestado na VW do Brasil apoiado nos conceito e componentes do Polo.
No exercício da mais exata das ciências nacionais, a palpitologia, especulações as mais variadas, raciocínios amplos, projeções etéreas e as conclusões mais díspares tem sido apresentadas como verdade verdadeira. Faço miscela de informações de fontes que classifico corretas, junto raciocínios e conclusões, e exponho o que classifico de palpite responsável. Como conto.
Internacionalização
Independentemente das linhas, contornos, formas e motorização que venha a ter o Projeto Tupi, o fato de maior relevo em sua história é subir no pódio de Volkswagen mais barato do mundo, apto a ser exportado, completo ou desmontado a países em desenvolvimento. A linha determinante para seu desenvolvimento foi a conquista realizada pela gestão de Herbert Demel, o atual presidente da filial brasileira: fazer o que a Volkswagen mundial queria -- o VW de 6 mil dólares.
Este projeto, gerido pela Skoda, tradicional marca da República Tcheca, adquirida pela VW AG, a matriz alemã, começou desenvolvido sobre a plataforma do Fabia -- a mesma do novo Polo. Era crença que os custos de produção num país de moeda desvalorizada e custos pequenos, recém-inserido nas regras do capitalismo ocidental, permitiriam tal objetivo. Porém a europeização da face oriental incrementou custos, e o objetivo reduziu-se à metade: o Fabia seria o VW mais barato da Europa -- entretanto inviável a mercados mais pobres e de países em desenvolvimento.
Foi quando a matriz acreditou que a VW brasileira poderia assumir o desafio a que se propunha, contando com os menores custos, a disponibilidade de matéria prima, e o fato de poder fazê-lo quase completamente no Brasil -- o câmbio e alguns fundidos e forjados virão da Argentina, no regime Mercosul.
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