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Pobre pobreza
Mas a nós, brasileiros, pouco há a ser consumido nesta miríade veicular. Simples entender. Primeiro, pela queda de renda e de poder aquisitivo, resultado do projeto de má gestão do país. Segundo, a malvada cota de impostos incidente sobre tudo no Brasil, conseqüência das más gestões federal, estadual e municipal, se soma à proteção negativa ao desenvolvimento interno, com 35% da elevada barreira de importação. E além de todas as taxas portuárias, considere-se que, com um dólar, ou um
euro, em hipotéticos e contidos 3 reais, o resultado final alcança poucos consumidores, inviabilizando importação e manutenção -- acima de 1 x 3, nem pensar.
Assim, o imaginado factível, como os utilitários esporte criados em conjunto pela Volkswagen e pela Porsche, respectivamente Touareg
(foto acima) e Cayenne, se tornam impossíveis. O Touareg, como o Volvo XC 90, com as mesmas pretensões, custará aos europeus uns 30 mil euros. A soma de despesas alfandegárias, imposto de importação e internos, multiplicada pela relação de 1 x 3, será próxima a R$ 200 mil. Ou seja, na Europa, carro para os muitos da classe media alta. No Brasil, aos poucos milionários.
Cayenne, a 45.000 euros...
Retrato desta barreira é o Renault Mégane II, substituto da linha produzida na Argentina e aqui vendida. Com o mercado mercossulino em retração e
euro/dólar nas alturas, mesmo na relação de 1 x 3, as limitadas vendas adiam investimento e projeto -- para a VW, o restrito mercado inviabilizou fazer a próxima geração do Golf no Paraná, como a Coluna antecipou nacionalmente.
Como resume o Sérgio Habib, presidente da Citroën nacional e dos mais argutos interlocutores do setor: "Dólar a 3 x 1 não inviabiliza importações. Inviabiliza a indústria automobilística no Brasil", mesmo raciocínio de Rogélio
Golfarb, diretor de assuntos corporativos da Ford Brasil, presente ao evento.
Continua
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