Importados crescemFechado o semestre, o mercado para os
importados causou surpresa: subiu 30% em relação ao ano
passado e sinaliza uma expansão de 15% no global. A
explicação, segundo José Luiz Gandini, presidente da
Abeiva, associação que reúne os importadores, está no
fato de os fabricantes nacionais virem repassando custos
aos produtos, aumentando seus preços.
Com a estabilidade do dólar e queda das taxas de juros,
os importados voltaram a ser opção inclusive em
segmentos de menores preços. Isto significa que os
importados podem voltar a ter a função que interessa
aos consumidores -- servir como referência de tecnologia,
preço e relações com os clientes.
Os mais vendidos foram a Kia Besta, 870 unidades; Peugeot
206 com 789; Citroën Xsara, 561 e Mitsubishi Pajero, 549.
Antigos.
Um bom encontro em Ribeirão
Manter a tradição de
encontros movimentados e sem a aura de política de baixo
clero, uma lamentável ocorrência no movimento
antigomobilista, é a meta dos associados do Faixa Branca,
o clube de automóveis antigos de Ribeirão Preto.
Ano passado conseguiram reunir quase 300 veículos num
shopping center, tornando Ribeirão a meca do
antigomobilismo do noroeste paulista, agregando clubes e
interessados de seu perímetro. Neste ano querem repetir
a dose no mesmo Novo Shopping Center, o novo eixo
comercial da cidade, numa área de 400 mil metros
quadrados. Ricardo Corona, presidente e mola mestra do
Clube, sinaliza em 400 participações, e avisa: para
evitar dúvidas conceituais e evitar abrasões não
existirá premiação. Para a organização, todos os
participantes merecem prêmio pelo esforço de salvar um
pedaço importante do passado.
O 2º. Encontro de Carros Antigos de Ribeirão Preto
ocorre entre os dias 14 e 16 de julho. Informações, (16)
620-5556.
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E a Lada volta?Série de notícias dá conta que grupo de
empresários brasileiros fez proposta ao Governo do
Distrito Federal para instalar fábrica nos arredores de
Brasília, destinada à produção de veículos Lada,
especialmente os jipes e picapes 4x4. A proposta é em
nome de LMotors.
A pretensão é suprir o mercado com um utilitário versátil,
resistente, e bem melhorado relativamente às unidades do
jipinho Niva atualmente circulante, tornando-o o mais
barato do país na especialidade. Mercadologicamente a
proposta é adequada pois a região geoeconômica do
Centro-Oeste é a maior consumidora de jipes e picapes no
país.
As diferenças encontráveis no Niva comparativamente às
unidades pioneiras dizem respeito ao motor ampliado para
1.700 cm3, ao qual foi aplicada uma injeção monoponto
de combustível Rochester. Melhoramentos na transmissão
e na caixa de transferência reduziram ruídos e vibrações,
tornando-o mais silencioso, confortável, veloz e econômico.
Anuncia-se que o Niva brasiliense, com o nome de Paranoá,
seria vendido por R$ 17 mil. Por ora, a Lada providencia
a retomada das importações do jipe, com vendas em
setembro e o mesmo preço projetado.
No começo
O projeto, ao que se sabe, está nas primeiras tratativas
com o governo. E surpreendentemente, não com a própria
Lada. Fonte da montadora informa que não há participação
da marca no empreendimento, que é a reunião de empresários
brasilienses, goianos e matogrossenses do sul. Os
contatos entre os empreendedores e a montadora russa
foram iniciais, sem definições maiores, o que significa
prazos amplos para um acerto final. Nada antes de 2001,
enfatizou a mesma fonte.
Visão própria
A Lada nunca esteve no Brasil como fabricante.
Representava-a uma importadora que saiu do país deixando
clientes órfãos, revendedores no prejuízo, desgaste
para a marca. Ao governo, impostos a pagar.
Tentou aportar aqui chegando a sondar a antiga Companhia
Brasileira de Tratores, para utilizar sua fábrica,
fechada e com manufatura ideal a um veículo como este,
mas o negócio não se viabilizou.
Um grupo brasileiro e o importador uruguaio tentaram a
montagem de uma operação local, o que também não
ocorreu.
A Lada experimenta agora, tomando a experiência como um
parâmetro para o mercado sul americano, uma iniciativa
equatoriana: um grupo local fechou negócio para montar
Nivas destinados ao mercado do Equador, à base de mil
unidades anuais. Uma ótica curiosa.
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