Vel Satis, a coragem Renault
De desenho polêmico,
o topo de linha da marca francesa |
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| Chrysler indeniza concessionários Sem definir o que fará com a fábrica onde produzia o picape Dodge Dakota, em Campo Largo, PR, e sem projeto comercial para os produtos Chrysler no mercado brasileiro, a DaimlerChrysler, titular da marca, discute indenizações com os concessionários que deixaram a representação.A projeção da Chrysler, segundo Luiz Fernando Beréa, diretor, é que a rede de distribuição de 28 distribuidores deve encolher a 10 ou 12. Na atual situação a DaimlerChrysler dispõe-se a discutir indenizações com os desistentes, e complementará atividades dos revendedores do Mercedes Classe A, oferecendo-lhes, nas praças onde não houver representação Chrysler, operar assistência técnica e vendas para ambas as marcas. Até o 30 de junho a holding definirá o futuro de Campo Largo, hoje em quatro opções: novo produto, possivelmente Mitsubishi adequando a linha de produção; produção de autopeças; transferência do projeto a montadora interessada; ou venda das instalações, encerrando o projeto paranaense e indenizando o Paraná pelos incentivos recebidos. Os concessionários Chrysler, deixando a marca, optam por outras. As de São José do Rio Preto, SP, e de Natal, RN, fecharam com a Citroën. |
| Citroën Picasso fecha o ciclo dos monovolumes O cenário para os monovolumes se encerra com o aparecimento da Citroën Picasso. A partir de agora deve-se observar o estrago nas vendas de peruas e sedãs, cujos usuários considerarão seriamente os monovolumes na hora da troca. Sérgio Habib, presidente da marca no Brasil, descrê das projeções feitas pela Renault e pela GM, que se auto-atribuem grandes volumes de vendas e a liderança do setor, deixando a Citroën em distante terceiro lugar. Sem quantificar o mercado, afirma que as participações serão 1/3, 1/3 e 1/3.O surgimento da Citroën, marca simpática ao consumidor carioca, é o ícone ufanista do processo de recuperação econômica do Rio de Janeiro. Subitamente a fábrica de onde sai o Picasso, em Porto Real, 150 km ao sul, é dita como a primeira de automóveis no Estado. Não é realidade. Pioneira no Rio de Janeiro foi a Fábrica Nacional de Motores, na base da serra que vai a Petrópolis, ponto de apoio e difusão tecnológica para a implantação da indústria automobilística brasileira. Produtora de caminhões, há exatos 41 anos e poucos dias fez lançamento do Alfa Romeo Berlina 2000, o JK, por si só, o maior passo de tecnologia naquela época. Segunda foi a Companhia Santa Matilde, em Três Rios, que produziu no final dos anos 70 o esportivo SM 4.1. A fábrica da PSA, holding que reúne Citroën e Peugeot, pode ser mais moderna, melhor definida, mas não é a primeira. |
| E o primeiro Peugeot brasileiro pode ser argentino Entusiasmada com as projeções de demanda de seu modelo 206 com motor 1,0, de produção iniciada em paralelo à da Citroën Picasso, a Peugeot assumiu posição lógica, embora insólita: complementar a oferta com o 206 feito na Argentina. Na prática, significa que o carro apresentado como o primeiro Peugeot brasileiro pode ser, na verdade, argentino. A Peugeot acautela-se com veículos em disponibilidade para uma atender à demanda reprimida. Assim, em vez do ágio, pelo não atendimento da demanda, a suplementação com o produto, mesmo que não-brasileiro. |
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