Descaso com a história Carros
nacionais antigos não são conservados |
No dia 23 de junho fui ao Ibirapuera assistir à Mostra do Redescobrimento. No estacionamento perto da Pinacoteca, eis que vejo dois Itamaratys (um deles limusine) e um Aero Willys, aparentemente bonitos (eu estava algo longe dos carros). Fui ver a carta de Pero Vaz de Caminha e várias outras obras de arte. Ao sair do recinto, vou ver os carros e tenho uma decepção atrás de outra. Além de carcomidos por ferrugem, a limusine estava completamente descaracterizada (se não me engano, trocaram motor e câmbio pelos do Opala automático, além de o interior estar todo alterado) e os outros carros estavam sem várias peças. Fiquei muito revoltado. Que raio de país é este, onde raridades são irremediavelmente destruídas? Fosse em qualquer outro país sério, carros como estes estariam andando bem e ainda teriam peças de reposição... E uma sugestão ao governo: em vez de enriquecer montadoras fazendo-as vender "carros" 1000 (que para mim são atentados à boa condução de um veículo), por que não incentivar a manutenção dos carros mais velhos? Nos EUA, por exemplo, ainda se encontram peças novas para carros antigos, oriundas ou de estoques das fábricas ou de empresas que foram licenciadas para continuarem produzindo. Na Alemanha, a Mercedes tem o Oldtimer Center, uma concessionária só para carros mais antigos. A Europa e os EUA têm bastante carros velhos. Quem será que está errado: eles ou nós? Vamos deixar as ruas mais bonitas e menos atulhadas de veículos. O charme de um carro mais antigo é coisa que nenhum popular sem graça consegue igualar. Fora que estudos divulgados em revistas mostram que é mais ecológico comprar um usado que um novo... André Fiori
Patricio |
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