|
Quando foram mostrados
os primeiros Vectras Stock Car, o frisson foi geral. Tratava-se de uma
novidade jamais vista na categoria: um chassi construído especialmente
para corridas, sobre o qual montava-se uma carroceria de fibra de vidro.
Tudo muito bonito... mas será que era seguro? Os recentes
acontecimentos na categoria deixam entender que não.
Não passa uma corrida sem que se vejam carros rodando, batendo nos
muros ou uns nos outros. Pilotos conceituados perdem o controle dos
carros como principiantes. Parece mais um derby de demolição
misturado com aulas de auto-escola.
Agora, um ano depois da estréia dos Vectra, são anunciadas mudanças,
visando corrigir a falta de pressão aerodinâmica, que desestabilizaria
o carro. Custa acreditar que ninguém teve competência para detectar
esse problema antes da estréia dos carros. Custa mais ainda acreditar
que só resolveram tomar tais medidas depois da morte de Laércio
Justino num pavoroso acidente nos treinos livres da etapa de Goiânia.
A Stock Car perdeu-se por completo, trilhando um caminho ditado pelas
seduções dos patrocínios e transmissões de TV. Os carros foram lançados
às pressas, para honrar compromissos já firmados. As alterações
prometidas -- extratores de ar e spoilers -- são mero paliativo. O
certo é que se trata de um problema de junta: junta tudo e joga fora!
Começar do zero e resolver de vez os problemas é o modo mais justo de
salvar a Stock.
Leonardo Brito
Santos, SP
maverickgt5000r@ig.com.br
|