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A coluna
de Bob Sharp traz algumas reflexões sobre os problemas que viaturas
inadequadas trazem aos próprios policiais. Ver um Corsa com as sirenes
ligadas a todo volume e o anêmico motor 1.0 sendo esgoelado ao máximo
é, no mínimo, motivo de gargalhadas dignas de um bom filme dos Irmãos
Marx. Não bastasse, as novas viaturas padecem de uma falta de
estabilidade crônica. Ou seja, qualquer perseguição em velocidade
tornaria-se um remake ao vivo da série de TV The Dukes of
Hazzard. Só faltaria o General Lee...
Nos EUA, os carros de polícia são assunto sério para as montadoras,
que montam verdadeiros fora-de-série. Motores mais potentes, suspensões
e monoblocos reforçados e outros "condimentos" fazem parte do
pacote. Os carros são tão bons que, quando vão a leilão, são
disputados a tapa por aficcionados que conhecem a boa fama desses COP
CARS. Será que seria difícil fazer igual por aqui?
Seria, se levarmos em conta a má vontade das montadoras brasileiras.
Linha de montagem, segundo elas, é pra fazer carros NORMAIS! Gastar
tempo e dinheiro preparando Cop Cars tupiniquins? Nem pensar, estão
ocupadas demais preparando novos frisos para as linhas 2003... Então, o
jeito é pegar o carvão e fazê-lo virar diamante.
Proponho, então, a seguinte alternativa: Golf GTI e Audi A3 blindados e
compartilhando o motor de 180 cv. Teríamos, então, o pacote ideal:
carros velozes, de comportamento dinâmico notável e resistentes ao
ataque dos bandidos. Levando-se em conta o aumento no número de roubos
de carros blindados, a opção por viaturas blindadas parece
extremamente lógica. A VW se limitaria a montar os motores e nada mais.
Simples, não?
Se tais carros estivessem nas ruas, além de melhorar a imagem da polícia
junto à população, serviriam como alento aos próprios policiais.
Porque, convenhamos, não há nada mais ridículo do que imaginar os
bandidos fugindo de Vectra, Omega 4.1, Passat, e a polícia tentando
persegui-los de Corsa, Blazer e outros trastes do gênero.
Leonardo Brito
Santos, SP
opala250s@ig.com.br
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