| por Evandro Araujo Menezes |
De tempos em tempos o álcool
combustível volta a ser notícia e motivo de discussão no país.
Diversas enquetes, opiniões, defesas e críticas ferrenhas surgem e
desaparecem tão rápido quanto o "susto" de mais um aumento
da gasolina (susto este que acaba virando um mal-estar constante...).
E nada, praticamente, de fato muda. Não erguendo bandeira de salvação
nacional ou solução definitiva para a questão dos combustíveis, a
certeza é que o álcool seria uma opção "democrática" que
todo consumidor poderia e deveria ter. Aos caros leitores que
desconhecem que o uso de dois combustíveis (pelo menos) em nossos
carros é totalmente possível e realidade, a injeção eletrônica com
tecnologia para fazer o motor trabalhar com gasolina, álcool ou
qualquer proporção de mistura dos dois existe desde 93, desenvolvida
por engenheiros da Bosch do Brasil.
Qualquer automóvel com injeção eletrônica poderia usufruir desta
tecnologia e o consumidor teria algum poder de escolha na hora de
abastecê-lo. Ao invés de motoristas revoltados com aumentos quinzenais
da gasolina, o consumidor oscilaria o consumo dos dois combustíveis e a
tendência seria um maior equilíbrio de preços.
Fora as diversas vantagens do álcool, como limpeza do motor, desempenho
e, atualmente, economia, há o fato de ser renovável e possível de ser
extraído de diversas culturas, talvez até mais rentáveis e
produtivas, além da cana-de-açúcar.
Hoje o motor do novo Corsa já possui uma taxa de compressão de 12,6:1.
Imagine um motor a álcool a que níveis de eficiência poderia-se alcançar.
Porém, todas as possibilidades esbarram em uma indústria
"globalizada", a quem pouco interessa produzir motores e
carros específicos para o mercado nacional, que acarretaria custos
extras.
A possibilidade é que autoridades visionárias enxergassem nesta opção
um belo mercado que o país poderia dominar e expandir em diversos países.
Capacidade e tecnologia não faltam.
Evandro Araujo Menezes
Vitória, ES
evandro_es@hotmail.com
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