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Palavra do Leitor

Omega, o clássico

A classe e o desempenho de um GM
que nunca deveria deixar de ser brasileiro
 

por Luiz Fernando C. S. Wernz

Clássico. Essa palavra define nua e cruamente o Chevrolet Omega. Um carro que deu continuidade (e com louvor) a mitos da Chevrolet, como Diplomata e Monza. Um carro que, para ser perfeito até hoje, nunca deveria ter deixado de ser brasileiro. Importado... esse foi o maior erro da GM... Importar um carro que já era nosso.

O Omega é a expressão da perfeição em carros nacionais, principalmente equipado com o motor 3.0 de 6 cilindros em linha, com um ronco suave mas feroz que aparece já aos 4.000 rpm. O 4.1, porém, não tem esse espírito, ao contrário da época que equipava Opala e Diplomata, quando possuía um zumbido suave que logo depois se transformava em um rugido de um leão.

A perfeição nas linhas aerodinâmicas, o design e o todo desse mito permanecem imbatíveis, mesmo tendo sido projetado em 1986. Nessa época, o grande Omega expressava A tecnologia. O carro de luxo. A perfeição. Amigos, apaixonados, fãs do Omega, um dos poucos marcos da Chevrolet do Brasil, junto apenas com Opala e Monza.

Nunca esqueçam-no. Talvez, o Brasil nunca mais possua um carro que se imponha tanto sobre os importados. Tanto, que acabou se tornando um, para desgosto de nós, apaixonados. Para mim, Omega só foi Omega, no Brasil, de 1992 até 1997. O que veio depois, lá das terras dos cangurus, não é um Omega, não tem esse espírito. Amigos, que o Omega seja louvado.

Luiz Fernando C. S. Wernz
São Paulo, SP
autobahn87@hotmail.com

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