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Barrichello ganhou o GP
da Hungria. Todo mundo viu Michael Schumacher abrir as asas para não
deixar que ninguém chegasse perto de Rubinho. Foi ou não foi um
deslavado "chaveco"? A imprensa alemã, unânime, qualificou a
prova como uma farsa. A Ferrari manipulou a disputa, o circuito inteiro,
escalando Schumacher como "fiel escudeiro" de Rubinho. Pois a
imprensa cantou a corrida dele como deslumbrante, digna de manchetes
regadas a champanhe.
O próprio Rubinho negou no site oficial da Ferrari que a equipe tenha
dado ordens a Schumacher para que o deixasse vencer a prova : "Não
houve ordens, simplesmente seria um risco desnecessário o Michael
tentar alguma coisa numa pista como aquela", afirmou Barrichello.
Mas não foi o que se viu na pista. Durante os dois pit-stops do
brasileiro, ele voltou à pista em uma situação em que poderia ter
sido ultrapassado pelo alemão, mas em ambas as oportunidades Schumacher
pareceu ter tirado o pé.
Nelson Piquet, ao analisar a prova, afirmou: (...) O presente ficou para
o Rubinho. Foi a vez do Schumacão se conter e deixar a vitória para o
seu companheiro. O alemão até brincou e no final da prova fez a volta
mais rápida só para mostrar que poderia ter passado se quisesse.
(...)".
Claro que toda vitória tem seu mérito e isso não pode ser negado ao
Barrichello. O que incomoda é este "clamor" nacional
procurando dar um valor ainda maior à conquista de um GP em uma
temporada já completamente decidida. A única conceituação cabível
é: bom para a estatística e ruim para a história.
Resumindo: vitória, teu nome às vezes é alienação.
Alexandre Viana
Brasília, DF
xsanderdasher@aol.com
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