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Um esportivo para três
Bagheera era o nome
deste francês, projetado |
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Em 1964 a Sociedade Engins Matra, conhecida mundialmente por sua especialidade em armamentos, principalmente aeronáuticos, comprava a pequena empresa de René Bonnet de carros-esporte. Eram carros pequenos, que utilizavam motores de produção em série de grandes fabricantes franceses. O primeiro modelo foi o Jet, com motor Renault, mas a produção só tomou impulso com o interessante
530, que utilizava um V4 da Ford alemã. |
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Linhas retas, motor central, tampa traseira toda em vidro: um esportivo com soluções originais e os incomuns três lugares |
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Para ter acesso ao motor traseiro abria-se a tampa porta-malas, que era de vidro e dava acesso a outra, de madeira envolvida de carpete. Este recurso já havia sido utilizado no Alpine A310, mas não permitia boa acessibilidade.
A traseira era mais alta e o cupê media 3,97 metros de comprimento. As lanternas traseiras, que cobria toda a largura do esportivo, tinham a inscrição Bagheera, copiando o estilo do
Porsche 911. |
| O curioso interior do Bagheera: três lugares lado a lado, volante e painel de desenho ousado, acabamento combinando com a cor da carroceria |
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O mais curioso estava
no interior: tinha três lugares lado a lado, fato inédito para um
esportivo, e acabamento em duas cores, combinando com a da carroceria.
O volante tinha raio único e o painel incluía um manômetro de
óleo. Outra curiosidade era o rádio em posição vertical. Ao lado
do motorista posicionava-se a alavanca de câmbio e a do freio de
estacionamento -- caso a pessoa ao lado abrisse muito as pernas, a
condução era dificultada. |
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O primeiro modelo, de 1973, usava um motor de 1,3 litro e 84 cv, mas já andava bem (185 km/h), tinha estabilidade muito boa e freios a disco nas quatro rodas |
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Em 1975 era lançada a primeira série especial, a Courrèges,
nome de famoso costureiro francês. Os tecidos dos bancos e do interior
seguiam um padrão exclusivo e o carro só era
disponível na cor branca. No ano seguinte vinha a versão mais brava, a S, com motor de 1,45 litro proveniente do Simca 1308
GT. Os vidros das portas tinham controle elétrico e todos eram verdes, o teto solar vinha como opcional e as rodas passavam a ser de alumínio. |
| Em 1977 o cupê da Matra Simca foi restilizado, ganhando pára-choques mais largos, vidros e lanternas mais amplos. Saiu de linha três anos depois, com 47 mil vendidos | ![]() |
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Em abril de 1980 a produção do Bagheera era encerrada. O curioso esportivo de três lugares fez sucesso entre os jovens bem-sucedidos e foi um marco na indústria francesa de carros fora-de-série: foram produzidos respeitáveis 47.796 exemplares. No mesmo ano a razão social da fábrica passava a Talbot-Matra. O Murena, lançado em 1978, assumiu seu espaço, mas era mais convencional e não fez tanto sucesso. |
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