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Discreta esportividade
Espaçoso,
silencioso e elegante, o Ferrari 365/400/412 era |
Quem ouve falar no nome mágico Ferrari, logo o associa a um carro vermelho, muito esportivo, de formas agressivas e perfil baixo, rápido, geralmente barulhento e com pouco conforto. Mas nem sempre é bom rotular um produto antes de conhecê-lo -- quanto mais um automóvel que leva o
cavallino rampante. |
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O primeiro modelo era o 365 GT
2+2, sigla que identificava a presença de dois lugares para crianças
na traseira |
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Atrás chamavam a atenção as quatro lanternas redondas. Entre elas, a identificação do modelo, à esquerda da placa, e o cavalinho empinado cromado de outro. A visibilidade do cupê era muito boa para todos os lados. Era espaçoso para quatro passageiros e os de trás não sofriam muito como em outros
2+2 de luxo. Sua carroceria era assinada por Pininfarina. Sua meta era concorrer na época com o Mercedes-Benz 500 SLC e o Aston Martin DBS. Media 4,81 metros de comprimento e pesava 1.700 kg. |
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No 400 GT a cilindrada
aumentava, mas a potência logo cairia com a adoção de injeção
eletrônica no 400i. Mas ainda restavam mais de 300 cv |
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O proprietário desses carros queria luxo, elegância, boa "máquina", sem abrir mão da esportividade. Por isso de série era fornecido um cambio
automático -- de três marchas apenas e fornecido pela GM --, coisa rara num carro de Maranello. O manual de cinco marchas era opcional, e a tração traseira. Era veloz e estável, um carro bastante equilibrado. Usava pneus 215/70 VR 15 em belíssimas rodas de alumínio. Do pentágono central, onde se destacava o símbolo Ferrari e cinco parafusos cromados, saíam cinco raios em forma de trapézio. |
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Interior em couro, painel bem-equipado, ampla visibilidade: era um Ferrari confortável Em 1985 passava a se chamar 412 e uma das poucas alterações externas era a saia frontal,
antes preta, que passava a ser na mesma cor da carroceria. A grade abaixo do pára-choque estava mais estreita e o eqüino cromado também estava lá. Recebia também rodas modelo TRX e traseira ligeiramente reestilizada. Em testes europeus fez de 0 a 100 km/h em 7,8 s e velocidade máxima de 247 km/h -- ótimos números, dignos de um Ferrari. E a bela sonoridade do V12 só era sentida em alta rotação. |
| Se os faróis
redondos não estivessem levantados, como na foto do alto, a
impressão era de que as unidades auxiliares fossem as
principais |
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Por dentro do 412 o volante de três raios com forração em couro era o destaque. Bem à frente, com fundo preto e grafia em vermelho, velocímetro, conta-giros, manômetro de óleo. Outro detalhe que o distinguia dos irmãos de marca era a ausência da tradicional grelha polida da alavanca de
câmbio. Bancos e forrações eram de couro e de série ainda trazia ar-condicionado, volante regulável em altura, controle elétrico dos vidros e dos retrovisores, pintura metálica e travamento elétrico das portas. |
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