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O Spitfire Mk III nascia em 1967 no Salão de Genebra, na Suíça. O novo motor era maior, 1.296 cm3, e mais potente, 75 cv. A velocidade final passava a 160 km/h. Era ágil em pequenas estradas, fácil de dirigir e muito bom de curvas: usava pneus radiais 155 SR 13 e moderna suspensão independente nas quatro rodas, com molas helicoidais na dianteira e feixes de molas na traseira. Por fora os pára-choques estavam maiores, havia nova grade e uma capota de lona dobrável.

"Você não só obtém um carro e uma garota, mas um pedaço da história": a publicidade reunia o apelo esportivo e descontraído do Spitfire à imagem da tradição britânica em roadsters e aviões de caça

As vendas foram ainda maiores. O carrinho continuava a fazer muito sucesso na Europa e também tornava-se apreciado nos EUA como uma opção barata e esportiva. Em 1968 o grupo Leyland passava a ser controlado pela BMC, British Motor Company, que também reunia as marcas Austin, Morris e Jaguar.

Em 1970 aparecia a versão Mk IV. Tratava-se de um novo Spitfire, mais moderno e bonito. A traseira estava mais alongada, o pára-brisa maior e a frente exibia um capô mais baixo, quase desaparecendo a grade. Por dentro, o painel vinha atrás do volante e mais completo, incluindo conta-giros e velocímetro com escala em milhas e quilômetros por hora, além de haver um volante esportivo espumado de três raios.

O Spitfire Mk II (à direita) ao lado do TR-4A, outro roadster de muito sucesso da Triumph

Para parar melhor, o esportivo possuía agora duplo circuito de frenagem. Os freios eram a disco na frente, a tambor atrás e opcionalmente era oferecido o servofreio. Passados dois anos já trazia encostos de cabeça. Apesar de um item muito útil para a segurança, a qualidade do tecido dos bancos já não era a mesma. Mais tarde os pára-lamas traseiros ficavam mais largos e o motor passava a um 1500 de 75 cv.

A versão para o mercado americano era identificada pelos feios protetores de borracha nos pára-choques (para atender à legislação local de resistência a impactos), pelo bagageiro traseiro e por spoilers. O motor de 1,5 litro, por sua vez, era reprimido com catalisador e a potência caía para 53 cv. O sistema overdrive agora estava presente só na quarta marcha e o painel recebia acabamento em madeira. Havia também barra de proteção anticapotagem atrás dos assentos e rodas de alumínio.

Na versão Mk IV o capô ficou mais baixo e a grade discreta, mas a essência das linhas foi mantida até 1981, ano em que foi descontinuado

O Spitfire foi fabricado até 1981, sendo que do modelo Mk IV foram produzidos 95.800. Nas competições, onde a Triumph havia participado em 1959 com o modelo S TwinCam -- que fez bonito em Le Mans e em várias provas americanas --, o Spitfire deixou marcas nas pistas européias e dos EUA. Era uma categoria barata e por isso acessível para iniciantes, mas tinha-se de adaptar um radiador de água maior e um de óleo para altas velocidades, pois sem eles os motores não agüentavam.

O roadster deixou uma legião de fãs no mundo inteiro e é muito cultuado hoje. Sua carroceria e mecânica não se alteraram muito durante toda a produção -- as linhas bem desenhadas envelheceram pouco. No Brasil ficou conhecido nos anos 60, época de importações liberadas, por causa de uma promoção de calça jeans que estava sorteando um exemplar.

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