Best Cars Web Site Páginas da História

O motor 2,0, instalado na versão cinco-portas, tinha quatro válvulas por cilindro, duplo comando, injeção e turbocompressor Garret T3. Desenvolvia 204 cv a 6.000 rpm e levava o hatch de 1.250 kg (20 a menos que o V6) de 0 a 100 km/h em 6,8 s, com final de 242 km/h. Espantava muito esportivo alemão e italiano. Os quatro freios eram a disco, sendo os dianteiros ventilados, e as rodas de 15 pol calçavam pneus 205/50.

O XR4i logo tornou-se XR4x4, em alusão à tração integral. Em 1988 a linha recebia nova frente, com faróis maiores, mas ainda sem grade em algumas versões

Em fevereiro de 1987 chegava um três-volumes de quatro portas, que na Inglaterra -- sempre um forte mercado para a Ford -- chamava-se Sapphire. O estilo era muito bonito e equilibrado, para proprietários mais ortodoxos. E agradou. O Sierra também sofria a primeira operação de rejuvenescimento, em que os faróis ganhavam tamanho.

No mesmo ano, o XR4x4 de fábrica estreava nos ralis da Europa, em Monte Carlo, pista coberta de neve. Nas mãos do competente sueco Stig Blomqvist, chegou na quarta posição. Na etapa seguinte, na terra de Stig, foi o sexto colocado. Nas outras provas o Sierra RS 500 Cosworth entrou em ação, mas fora das mãos da equipe oficial. O motor levava às rodas traseiras quase 300 cv.

Por fora, na carroceria três-portas, o aerofólio traseiro tinha um tamanho que não passava desapercebido. O artefato também equipava a versão "civil". Seu melhor desempenho foi na Finlândia e no Lombard RAC Rally, na Inglaterra, onde tirou segundo e terceiro lugares. 

O três-volumes, chamado Sapphire em alguns mercados, na versão Cosworth 4x4: turbo, 16 válvulas e 0-100 em 6,8 s

Em 1988 a Ford Europa já havia vendido mais de dois milhões de Sierras, entre 46 versões, com carrocerias de dois volumes (três e cinco portas), três volumes e perua, e motores de 1,6 a 2,9 litros. O três-volumes ganhava a versão Cosworth e, graças a seu sucesso, o cinco-portas deixava a linha. Um novo motor 1,8 fazia parte das opções, mais econômico e potente. Também chegava a versão GT para os sedãs e a perua, cujo motor 2,0 desenvolvia 105 cv. E havia versões a diesel.

No 38º. Rali da Suécia, em 1988, o Sierra XR4x4 chegava em segundo nas mãos competentes de Stig Blomqvist. Depois em Portugal o Cosworth tirava o quinto lugar. Não conseguiu, apesar de muita luta e de avarias na carroceria, acompanhar os carros com tração total. Mas foi muito bem nos trechos asfaltados. Erro de estratégia da Ford.

O mais potente Sierra foi o RS 500 Cosworth, série limitada feita para homologação nas pistas. Com enorme aerofólio, despejava 300 cv nas rodas traseiras

Na Volta da Córsega, subiu a rampa da vitória à frente de todos os concorrentes, nas mãos de Didier Auriol. Na 1.000 Lagos, na Finlândia, tirou o terceiro posto também com o francês. Stig ficou em quinto e o espanhol Carlos Sainz em sexto. Nas soma dos pontos a equipe Ford oficial ficou em segundo no campeonato. A Lancia levou.

O Sierra foi fabricado também nos Estados Unidos com o nome de Merkur XR4i, pela divisão Lincoln-Mercury. Mas lá não teve sucesso e foi logo substituído pelo irmão maior, o Scorpio. Em março de 1993 deixava de ser fabricado, substituído pelo Mondeo. Até hoje tem vários admiradores nos quatro cantos do mundo.

Carros do Passado - Página principal - e-mail

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados